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A competitividade existente no mercado nacional não impede o surgimento de uma nova aposta. O recente salão internacional do automóvel recebeu a marca indiana que vai apostar em "preços de ataque"
O SALÃO Internacional do Automóvel, que na sua 7ª edição mostrou na FIL as mais recentes propostas de vários construtores, muitos deles já conhecidos dos portugueses, revelou também a apresentação de uma marca completamente nova no mercado nacional.
A Tata, de nacionalidade indiana, fez a sua estreia absoluta em Portugal, com a apresentação de quatro dos três modelos entretanto disponíveis para comercialização: o Telcoline, Telcosport, Safari e Indica.
Em ano de lançamento, as dificuldades de afirmação num sector já muito competitivo poderão ser um obstáculo à viabilidade do projecto. Mas a entrada recente de algumas marcas no nosso parque automóvel, como a Daweo e a Hyundai, não deixa de ser motivo para uma nova aposta.
"As dificuldades vão ser grandes, porque se trata de um produto totalmente desconhecido, mas também há exemplos de marcas que conseguiram impor-se com sucesso em relativamente pouco tempo. Nós acreditamos na marca que representamos e no seu potencial de desenvolvimento, pelo que aguardamos com expectativa a reacção do mercado". A citação de Castro Lima, director da Tata para Portugal, demonstra o optimismo com que o grupo entra no País, ainda ao estabelecer como meta "a venda de cem unidades por mês".
Para atingir estes valores os indianos contam com o importador nomeado, a Lusilectra (da "holding" que controla a Salvador Caetano) e, para além das tradicionais representações de início, em Lisboa e no Porto, a marca espera ter, até ao fim do ano, doze concessionários divididos por todo o Continente e ilhas.
Argumento a ter em conta será o preço. "Com um produto que apresenta uma relação preço/qualidade/fiabilidade extremamente interessante", como referiu o director Castro Lima, a Tata irá tentar afectar o mercado com novas alternativas para um segmento tradicionalmente caro, como é o do todo-o-terreno, onde surgem opções a rondar os 3 mil contos (a pick-up Telcoline), ou os pouco mais de 4 mil, de que é exemplo o jipe Safari.
DOMÍNIO NA ÍNDIA
Depois da Ásia e África, o mercado europeu constitui o novo objectivo de um grupo dominante no país de origem, a Índia, onde a Tata possui 65 por cento no segmento de pesados e ligeiros de mercadorias, e 25 por cento entre os veículos multifunções, exportando para 60 países e produzindo anualmente cerca de 200 mil unidades.
O grupo não teve, na sua origem, um dedicação ao sector automóvel. Em 1868 a empresa surgiu dedicada à actividade têxtil, e em 1945 foi criada a Tata Engineering and Locomotive (Telco), então destinada à construção de locomotivas.
A partir daí o grupo apostou nos automóveis, estabelecendo uma parceria com a Daimler Benz, e quando esta terminou, em 1969, a Tata tornou-se autónoma. Os indianos têm actualmente uma fábrica no Bangladesh, participações na hotelaria e telecomunicações, existindo ainda um projecto para a criação de uma companhia aérea.
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