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Em entrevista a “Record”, o piloto da Honda, que já escolheu a “quatro tempos” para 2002, relembra que o campeonato, apesar das 11 vitórias em 16 corridas, não foi tão fácil como chegou a parecer. Segundo a sua perspectiva, não foi só a “montada” que se revelou superior à concorrência
QUASE um mês depois do Grande Prémio do Brasil, onde foi encerrado o Mundial deste ano, Valentino Rossi continuou a trabalhar, testando a “quatro tempos” da Honda que vai ser usada em 2002. O piloto italiano falou a Record, relembrou a caminhada para o título e a passagem por Portugal.
– Ser campeão do Mundo, quase 20 anos depois do último italiano, deve ser o seu maior motivo de felicidade...
– É claro que sim, sinto-me muito orgulhoso por suceder, nas 500cc, a um grande nome como Uncini. Mas o mais importante foi confirmar o meu valor na “categoria rainha”, depois dos títulos nas 125cc e nas 250cc
– Estava à espera que a história se repetisse da mesma forma: Um ano de aprendizagem e o outro para vencer?
– Sinceramente não. O meu sonho era ser campeão mas... nas corridas as previsões são impossíveis. Só podemos dar o máximo e esperar que tudo corra bem. E assim aconteceu.
– O número de vitórias na época (11 em 16 corridas) faz supor que o seu título até foi fácil...
– Não sou a pessoa certa para falar disso... Devia perguntar aos outros pilotos quais as dificuldades que eles tiveram.
– Mas Max Biaggi disse, por exemplo durante o GP de Portugal, que era impossível bater uma moto como a sua.
– A Honda é uma grande máquina, mas a Yamaha também está no topo em termos de tecnologia. É preciso ver que as corridas de moto não são como as de Fórmula 1, onde o carro é mais importante que o piloto. Este ano partilhei a mesma moto que o [Tohru] Ukawa e que o [Alex] Criville mas os resultados deles foram um pouco diferentes...
– Já sabe qual a moto que vai guiar em 2002?
– Estava tudo indefinido antes dos testes de Jerez, mas nos três dias de trabalho verificámos que a “quatro tempos” evoluiu muito. Ganhámos algum tempo por volta, a posição de condução está melhor e a moto está mais fácil de “perceber”. Vamos usar a “quatro temos”, mas gostava mais da moto de 2001. Era mais selvagem e imprevisível.
– Qual a razão que leva Itália a ter tantos pilotos, muitos deles competitivos, no Mundial de motociclismo?
– No nosso país temos grande tradição neste desporto. Para mais, nos últimos dez anos a Federação e os construtores têm organizado um campeonato de Super Produção bastante forte. Isto sem esquecer os campeonatos para os mais novos, que têm formado muitos pilotos.
– Existe a ideia de que Michael Doohan tem sido fundamental no seu percurso. É verdade?
– O Mick é conselheiro da Honda, mas trabalha para a HRC e não para mim. Somos amigos e falamos das corridas e da moto, mas o estilo dele era diferente e por isso não podemos usar a sua experiência para evoluir a minha moto.
"Ninguém me avisou do ´idiota'"
O GP de Portugal ficou marcado pela entrevista de Biaggi ao nosso jornal, onde o piloto da Yamaha chamou “idiota” a Valentino Rossi.
– É verdade que quando disputou o Grande Prémio de Portugal ninguém na sua equipa lhe tinha dito que Max Biaggi lhe tinha chamado idiota, numa entrevista desse domingo no nosso jornal?
– Sim, ninguém me avisou do ‘idiota’, mas a verdade é que a corrida [vitória] provou que nada disso é importante.
– Não gostou do Estoril...
– Não gosto muito da pista, porque é difícil afinar a moto para a parte sinuosa e para as rectas. Mas as emoções naquele traçado não deixam de ser muito fortes.
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