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O campeão mundial de motociclismo fala da sua nova experiência na Yamaha, do seu lado antitabaco e, claro, da relação azeda com o compatriota Biaggi. Sempre modesto, apesar do estatuto de estrela
RECORD - Esperava o sucesso que está a ter agora, quando se mudou da Honda para a Yamaha?
VALENTINO ROSSI - Sinceramente não. Foi mesmo uma grande surpresa até para nós, porque foi uma aposta muito forte. Sabíamos que podíamos fazer coisas boas mas não estava à espera de fazer bons resultados em tão pouco tempo. Conseguirmos pôr a moto na boa rota e tornarmo-nos vencedores logo no início é fantástico.
R - O seu pai chamou-lhe louco quando foi para a Yamaha. Agora deve ter mudado de ideias não?
VR - (risos) Sim, de facto ele não ficou muito contente quando fiz esta mudança. O meu pai já mudou de ideias.
R - Mas a Honda continua a ser a melhor moto?
VR - Na minha opinião, sim. Embora, agora, a diferença entre as duas seja muito mais pequena. Mas a Honda continua a ser a melhor.
R - Quer dizer então que você faz a diferença…
VR - Não sei, não sei (risos).
R - Num desporto com tanta pressão como é que consegue gerir a sua vida. Sente muito a rivalidade entre os pilotos?
VR - Sim, de facto é um desporto com muito "stress". Mas é sobretudo por causa de todos os compromissos, das entrevistas, das fotos e dessas coisas todas. Quando estou em cima da moto divirto-me e se me divirto não sinto essa tal pressão.
R - Voltando à rivalidade, é conhecida a sua má relação com Max Biaggi.
VR - Não somos muito amigos… Mas quando estou na corrida não penso em nada disso. Ele torna-se um adversário como qualquer outro, igual ao Gibernau, ao Barros. Quero apenas vencer as provas.
R - O Rossi lidera o campeonato. De onde vem o perigo à sua liderança?
VR - Claramente é o Gibernau. Ele é o principal perigo, está a andar muito "forte". Mas também o Biaggi.
R - O Valentino Rossi é, assumidamente, antitabaco. Como é que foi parar a uma equipa cujo principal patrocinador é uma marca de cigarros?
VR - É verdade. Claro que preferia não ter na moto publicidade relacionada com o tabaco. Mas, honestamente, não tive qualquer hipótese de escolha. A Yamaha já tinha um contrato com a Gauloises e se eu queria correr com a Yamaha tinha de aceitar. Eu sou apenas um piloto, mais nada.
R - O que pensa em relação a isso?
VR - Não é que não goste. Fumar faz mal à saúde e eu apenas preferia não ter lá a publicidade.
R - E para o ano? Continuará a ter a tal publicidade? Fala-se de uma cláusula no seu contrato que prevê o fim do patrocínio na moto…
VR - Muito provavelmente, já não haverá mais tabaco para o ano.
R - Pensa abandonar no final do contrato com a Yamaha?
VR - Tenho mais um ano com a Yamaha. Depois penso ficar mais um par de anos no MotoGP. Se com a Yamaha, ou não, depois decido.
R - E o sonho da Fórmula 1 mantém-se?
VR - Experimentei já um F1 e sempre foi um grande objectivo guiar carros de corrida. Talvez, daqui a alguns anos, isso possa acontecer, mas ainda não decidi.
A alcunha "Il Dottore"
R - Porquê a alcunha "il dottore"?
VR - Por duas razões. Primeiro, porque em Itália, quando alguém é bom em qualquer coisa, chamam-lhe doutor. Depois, porque o meu apelido, Rossi, é muito normal em Itália, por isso há muitos doutores Rossi (risos).
R - E a Tribu dei Chiuahua?
VR - É o nome do meu grupo de 20 amigos, pessoas que conheço desde a infância e que me acompanham.
R - Nas férias que faz?
VR - Gosto muito de fazer desporto, motocrosse, esquiar também. Nada de especial. Gosto de estar com os meus amigos, dançar…
«Trappatoni deu 'barraca'»
R - Gosta de futebol?
VR - Sigo muito o futebol. Eu "puxo" pelo Inter, sou "interista". Mas nos últimos anos não tem corrido muito bem.
R - Sabe que Trappatoni é agora treinador do Benfica…
VR - Sei, sei, e que na primeira partida deu "barraca".
R - Deve estar a referir-se à derrota fora com o Anderlecht..
VR - Exacto, exacto…
R - E a "squadra azzurra" no Euro'2004?
VR - Correu muito mal. Foi mesmo uma pena.
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