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A imprensa espanhola reagiu com alguma indignação relativamente à Ferrari e às decisões tomas pela 'scuderia' no GP da Áustria deste domingo, ganho por Max Verstappen.
Sainz arrancou a bom ritmo e posicionou-se na terceira posição, atrás de Verstappen e do companheiro de equipa, Charles Leclerc. Mas não tardou muito para que todos percebessem que o carro do espanhol estava melhor que o do monegasco.
Sainz pediu duas vezes à equipa passar Leclerc e ser ele a assumir a perseguição a Verstappen, mas a Ferrari não autorizou. "Vamos seguir com o plano", disseram-lhe pelo rádio.
A juntar a tudo isto as paragens na boxe também não correram da melhor forma. Numa fase em que o Virtual Safety Car estava 'em pista' e quase, quase a acabar, a Ferrari decidiu chamar os dois carros à boxe, separados por meio segundo.
Acabou por ser uma trapalhada porque Leclerc e Sainz saíram separados por seis segundos e reentraram com três carros entre ambos, uma vez que a corrida já tinha entretanto recomeçado.
"É óbvio que a decisão de parar os dois carros ao mesmo tempo quando o Virtual Safety Car estava a acabar penalizou-me. Além disso, estava a andar rápido. Fiz trabalho de equipa e se me pagam desta forma... É muito frustrante porque comprometeu a minha prova a partir daí. Tive de dar o máximo para passar carros que numa situação normal não precisaria de passar. Foi aí que passei os limites de pista, por muito pouco. A seguir as coisas foram-se complicando e perdi o pódio", lamentou o piloto, citado pelo 'As'.
O espanhol fez de tudo para ganhar posições, travou uma dura batalha com Sergio Pérez pelo terceiro lugar, que acabaria por perder.