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Zero apelida evento como "um espetáculo poluente que serve interesses privados e comerciais"
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A associação ambientalista Zero manifestou esta 3.ª feira a sua "firme oposição" ao apoio financeiro do Estado ao regresso das corridas de Fórmula 1 a Portugal, que considerou "um espetáculo poluente que serve sobretudo interesses privados e comerciais".
"Num contexto de crise climática sem precedentes, seria incompreensível canalizar fundos públicos para promover um evento assente na queima intensiva de combustíveis fósseis e na promoção de comportamentos que contrariam frontalmente os compromissos nacionais e europeus de descarbonização", refere em comunicado a Zero -- Associação Sistema Terrestre Sustentável.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial anunciou esta 3.ª feira que o Grande Prémio de Portugal vai voltar a integrar o Mundial de Fórmula 1 em 2027 e 2028, no Autódromo Internacional do Algarve (AIA).
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Manuel Castro Almeida indicou que já foi assinado um acordo entre o Governo português e os promotores do campeonato, adiantando que o Executivo espera um impacto económico "não inferior a 140 milhões de euros em cada um dos anos", sendo o custo estimado para o Estado português "inferior ao valor da receita esperada de impostos sobre a atividade económica" associada à realização da prova.
A Zero considera "inaceitável que o Governo esteja disponível para comprometer recursos públicos" na Fórmula 1, defendendo que, ao invés de apoiar esta competição automobilística, os fundos deveriam ser utilizados na transição energética.
"Investir na transição para uma mobilidade limpa e descarbonizada não é um custo, é um investimento com retorno económico líquido, ainda maior que o da Fórmula 1".
Os ambientalistas consideram ainda que, "além do impacto climático direto associado à prova e às deslocações internacionais que gera, a F1 transmite uma imagem culturalmente nociva, ao celebrar a velocidade, o consumo de combustíveis fósseis e um modelo de mobilidade ultrapassado".
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