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Valor é estimado pelo professor de Economia da Universidade do Minho, Paulo Reis Mourão
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O impacto do adiamento ou cancelamento de uma corrida de Fórmula 1 pode superar 50 milhões de euros, estima o professor de economia da Universidade do Minho Paulo Reis Mourão, autor do primeiro livro sobre a economia daquela modalidade.
Em declarações à agência Lusa, o investigador de Vila Real, que tem estudado a economia da Fórmula 1, considerou que a pandemia do novo coronavírus poderá ter "um impacto muito significativo" no desenrolar do campeonato, cuja primeira corrida se realiza no domingo, na Austrália.
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"Desde logo, pelos efeitos diretos (e, obviamente, podemos argumentar que qualquer prova não realizada tem uma redução na ordem dos 50 milhões de euros, no mínimo, na região envolvente). Os custos associados - atrasos, custos fixos, e outros rondam, para o conjunto da indústria, por cada adiamento, entre 30 a 50 milhões de euros, com a gravidade de as receitas ficarem muito mais imprevisíveis", apontou.
Neste cenário inclui-se, para já, o Grande Prémio (GP) da China, adiado para data incerta, mas também o do Bahrain, que será realizado à porta fechada, isto é, sem público nas bancadas, em 22 de março.
Em dúvida persiste também em relação à prova no Vietname, que deverá ser uma estreia no Campeonato do Mundo, apesar das garantias dadas pelas autoridades locais.
As corridas mais emblemáticas chegam a juntar, ao longo de um fim de semana, mais de 300 mil pessoas. A esses, somam-se os voos contratados para o transporte de material das equipas. Para além disso, qualquer cancelamento ou adiamento implica o pagamento de multas por quebras contratuais.
Para além do impacto económico, Paulo Reis Mourão, autor do livro 'The Economics of Motorsports: The Case of Formula One"', estima um impacto desportivo avultado.
"Há todo o impacto na confusão do campeonato, de mais difícil mensuração, pois o rearranjo de calendário tende a criar grande oscilação em todos os agregados em análise. Por prudência, o resultado deve ser sempre de expectativa negativa", advertiu.
No entanto, "de aspeto 'menos negativo' que estes cenários comportam, temos a redefinição de todo o conceito agregado de benefícios e custos associados a qualquer prova não realizada". "No final, perguntam muitos (organizadores do campeonato, organizadores e adeptos locais): O que se perdeu? O que se ganhou? E isso vai levar a uma redução - geralmente é o que acontece - da inflação à qual as modalidades profissionais estavam associadas", observou.
"De qualquer modo, as crises são um forte travão aos lucros e à escala dos custos das modalidades desportivas profissionais", concluiu o investigador.
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