Mika Hakkinen: «Vitória pode ser ponto de viragem»

O VENCEDOR do GP da Catalunha acredita no volta-face: "Sei que é a minha terceira vitória seguida aqui, e não sei por que isso acontece. Mas que sabe bem, sabe. Até podia ser, como no ano passado, um ponto de viragem na época para nós. Espero que sim. Pelo menos parecemos entender o nosso carro melhor este fim-de-semana", disse Mika Hakkinnen.

Por seu turno, o companheiro de equipa na McLaren David Coulthard, ainda na ressaca do acidente de aviação a que sobreviveu, acusou Schumacher de conduzir perigosamente nos limites, quando "fechou a porta" ao defender o segundo lugar na 47ª das 65 voltas: "Foi muito tarde, e, àquela velocidade, foi perto de mais, e não inteiramente correcto. Por isso passei por fora na vez seguinte", disse o escocês, que se queixou de dores no pescoço durante o fim-de-semana e tenciona tirar uma semana de folga, faltando aos testes, para recuperar totalmente. Mas não deixou de manifestar humor britânico: "Conseguir ultrapassar Schumacher não acontece muitas vezes. Assim, quando isso acontece, é verdadeiramente um prazer. Mas foi como ultrapassar um Minardi. Perdão! Estou muito triste pela Minardi..."

Quanto ao alemão da Ferrari, queixou-se do azar: "Não se pode ter só corridas com sorte, e a de hoje não nos correu bem. Talvez tenha tido alguma coisa a ver com a minha escolha de pneus, mas também houve outros factores. Mas considerando os problemas que tivemos, ao menos obtivemos pontos." Referindo-se mais concretamente ao atropelamento, Schumacher explicou: "O homem do 'lollipop' levantou-o e baixou-o logo a seguir. Mas não se consegue parar assim tão depressa. Senti que tinha passado por cima de alguma coisa: olhei pelo retrovisor, e estava um mecânico no chão."

SCHUMACHER ATROPELA MECÂNICO

Se a segunda paragem nas “boxes” de Schumacher foi bastante atribulada e esteve na base da derrocada do piloto alemão, o “mal original” esteve no primeiro reabastecimento, quando o mecânico responsável pelas indicações do tempo de saída do piloto se precipitou, levando o alemão a arrancar com a mangueira de enchimento de combustível presa ao carro (o que danificou a tomada do depósito, causando o atraso no último “pit stop”) e atropelando o mecânico que dá assistência à operação.

Nigel Stepney, o homem em causa, foi de imediato levado para o centro médico do circuito, com a suspeita de fractura numa perna, mas acabou por ter alta, “apenas” com uma ruptura de ligamentos num tornozelo.

Foi a segunda vez em três corridas que Schumacher atropelou um membro da sua própria equipa, depois de, há um mês, em Ímola, ter projectado um dos mecânicos sobre o F1-2000, num reabastecimento, durante o “warm up”.

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