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Consultor da Red Bull admite a possibilidade de a escuderia deixar o Mundial...
O austríaco Helmut Marko, consultor da Red Bull, admitiu a possibilidade de a escuderia deixar o Mundial, caso não sejam ponderadas alterações às regras, após a fraca prestação no Grande Prémio da Austrália. O antigo piloto admitiu que a equipa "está insatisfeita" com a atual situação e que o diretor da escuderia, Christian Horner, já solicitou aos responsáveis da Federação Internacional do Automóvel (FIA) nova regulamentação que permita equilibrar a competitividade nas corridas.
Na prova que assinalou o arranque do Mundial de 2015, o atual campeão do mundo, o britânico Lewis Hamilton, venceu no circuito de Melbourne, logo seguido do seu colega de equipa na Mercedes, o alemão Nico Rosberg.
O terceiro classificado, o também alemão Sebastien Vettel, tetracampeão mundial com as cores da Red Bull mas agora ao serviço da Ferrari, terminou em terceiro, a mais de 34 segundos de Rosberg.
O australiano Daniel Ricciardo foi o melhor da Red Bull, ao terminar a corrida em sexto lugar, a uma volta Hamilton. O russo Daniil Kvyat nem sequer alinhou na corrida, onde apenas terminaram 11 pilotos, devido a problemas mecânicos.
Equipa insatisfeita
"A equipa está insatisfeita com a forma como a Fórmula 1 está a ser gerida. Admitimos abandonar caso o custo-benefício já não justifique a nossa participação", explicou o consultor da escuderia austríaca.
Neste sentido, Helmut Marko acrescentou que uma decisão final caberá, "mais para o final do ano", ao proprietário da empresa da bebida isotónica Red Bull, o multimilionário Dietrich Mateschitz. "Será que estamos preparados para uma corrida com dois cavalos em todos os grandes prémios? É saudável para a competição uma situação destas?", questionou o consultor da Red Bull, lembrando que a FIA "pode acionar mecanismos" que permitem maior equilíbrio entre as equipas.
Helmut Marko esclareceu que nada tem contra a Mercedes, uma escuderia que "tem feito um ótimo trabalho, com um motor fantástico e dois grandes pilotos".
"O problema é que a diferença é tão grande que todas as corrida vão acabar 'partidas' para os dois da frente e isso não é saudável para a Fórmula 1", concluiu.
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