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Piloto da Haas recorda o que sentiu depois do impacto e diz que pensou nos filhos
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Ainda a recuperar do assustador acidente que que foi vítima no GP Bahrein, no último fim-de-semana, Romain Grosjean contou numa entrevista à televisão francesa 'TF1' como foram os momentos logo depois do violento embate, que culminou com um incêndio no monolugar, que se partiu em dois.
Grosjean escapou quase ileso, tem 'apenas' queimaduras nas mãos e nas costas. "Tenho mãos de Mickey Mouse", disse o piloto da Haas, em tom de brincadeira, referindo-se às ligaduras brancas.
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Mais a sério, o francês lembrou os 28 segundos que demorou a sair do carro depois do impacto. 28 segundos que pareceram uma eternidade. "Não sei se existe a palavra milagre ou se pode ser usada, mas de qualquer forma posso dizer que não era o meu momento. Pareceu muito mais do que 28 segundos. Vi a minha viseira ficar cor de laranja, vi chamas do lado esquerdo do carro. Pensei em muitas coisas, incluindo no Niki Lauda, e que não era possível acabar assim, não agora, a minha história da Fórmula 1 não podia terminar daquela forma."
Grosjean pensou na família. "Pensei nos meus filhos. Disse para mim mesmo que tinha de sair dali. Coloquei as mãos no fogo, senti o chassis a arder. Quando saí, senti alguém a puxar-me pelo fato, sabia que estava a salvo..."
O piloto francês contou que o seu filho de 5 anos, Simon, acredita que o pai tem "poderes mágicos" e que ele tem "um escudo de amor" que o protegeu. "São palavras fortes vindas de uma criança. O meu filho mais velho, Sacha, que tem 7 anos, é mais racional, ele tenta entender. O mais novo fez um desenho. 'As feridas que o papá tem nas mãos'."
Grosjean diz que encontrou força na família. "Estava com mais medo pela minha família e amigos, obviamente pelos meus filhos, que são a minha maior fonte de orgulho e energia, do que por mim. Penso que haverá algum tipo de trabalho psicológico a partir de agora porque realmente vi a morte à minha frente. Nem em Hollywood vemos imagens como aquela. É o maior acidente que já vi em toda a minha vida. O carro a arder, a explodir, a bateria em chamas, tudo acrescentou energia ao impacto."
O piloto, que ainda está hospitalizado, tem recebido muitas mensagens e mostra-se agradecido. "Devo dizer que é bom estar vivo e ver as coisas de forma diferente. Mas também tenho de voltar ao carro, se possível em Abu Dhabi, para terminar a minha história na Fórmula 1 de forma diferente. Foi como se tivesse nascido uma segunda vez. Sair das chamas naquele dia vai marcar a minha vida para sempre."
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