Campeão mundial em 2011 lembra como foi do céu ao inferno: «A minha cabeça começou a falhar»

Nico Terol decidiu por um ponto final na carreira de piloto em 2016

"Às vezes é um desporto cruel. Muito bonito, mas há momentos em que dizes: 'Como pode ser tão bonito e tão cruel? Como pode ser preto ou branco? Não há cinzento." As palavras são de Nico Terol, antigo piloto espanhol que ficará na história do desporto como o último a conquistar o título de campeão mundial na categoria de 125cc, em 2011.

"É das memórias mais felizes da minha vida. É o realizar de um sonho de criança, no circuito em que cresceste, a 100 quilómetros da tia casa, com a tua família. Fui o último campeão das 125cc, algo que ficará na história, é o meu nome que está lá. É o resultado da minha luta, do meu suor", recorda o piloto num mini-documentário exibido no 'DAZN'.

Nico Terol conheceu o céu, mas também desceu ao inferno, como o próprio refere: "A mudança das 125cc para Moto2 defino como um inferno. Na grelha de partida do Qatar, disse a mim mesmo: 'O que estou a fazer aqui? Isto é loucura, é guerra.'"

"O ano de 2014 foi muito difícil. Era considerado favorito, mas com o novo chassi Suter, mais rígido, comecei a cair. Perdi confiança e a minha cabeça começou a falhar. Estava mais inseguro, tinha medo. Queria estar no 'top 3' e estava muito desmotivado. As expectativas não ajudam e eu perdi-me", confessa.

"Estava bastante estressando, fisicamente era mais forte do que um carvalho, mas era difícil controlar os nervos. E em 2014, a bola de neve ficou maior", conta.

"Em 2014, quando os resultados não apareceram, perdi a motivação. Precisava de uma mudança e a equipa da Aspar decidiu deixar o Moto2 para se concentrar no Moto3. E eu decido ir para as Superbike, o que pode ter sido um erro", admite.

Nico Terol decidiu por um ponto final na carreira de piloto em 2016: "Quando te retiras, sente-se sozinho, sentes falta de alguma coisa, da adrenalina de andar de moto e chegar ao limite. É muito difícil, sente-se um enorme vazio e questionas 'o que vou fazer com a minha vida?'".

"É um desporto que não tem memória. Vales a última corrida, não há paciência. Estava sozinho, sentia-me assim", diz, recordando, "lutei com muitos pilotos, com o Marc Márquez, que, para mim, é o melhor da história. Se começar a dizer os nomes dos pilotos de MotoGP que venci... sem desacreditá-los, mas poderia estar ao nível deles. E agora estou aqui", comenta Nico Terol que atualmente é consultor de pista.

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
Subscreva a newsletter

e receba as noticias em primeira mão

ver exemplo

Ultimas de Motociclismo

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.

0