Miguel Oliveira não acredita na desclassificação das motos Ducati no GP do Qatar

Equipa utilizou uma peça inovadora na traseira que, alegadamente, melhorava o desempenho na pista

• Foto: Luís Manuel Neves

O português Miguel Oliveira disse esta sexta-feira não acreditar que o tribunal de recursos da Federação Internacional de Motociclismo (FIM) venha a desclassificar as motos da Ducati do Grande Prémio do Qatar, que se disputou no domingo.

À margem da apresentação do seu livro 'Next Level - 44 curvas para o MotoGP', o piloto português desvalorizou as reclamações apresentadas pela sua equipa, a KTM, assim como a Honda, a Suzuki e a Aprilia contra a marca italiana.

"Penso que vai ficar em 'águas de bacalhau'. Se a Ducati tivesse vencido por 20 segundos, talvez", disse à agência Lusa o piloto português, que se estreou na categoria 'rainha' do motociclismo com um 17.º lugar no circuito de Doha.

A Ducati utilizou uma peça inovadora na traseira das suas duas motos, que, alegadamente, melhorava o desempenho na pista e viu o seu piloto italiano Andrea Dovizioso vencer a corrida com menos 23 décimos de segundo do que o espanhol Marc Marquez (Honda).

Miguel Oliveira terminou em 17.º, a 16,377 segundos do vencedor, e somaria os primeiros pontos se as duas motos Ducati fossem desclassificadas, mas vai procurar consegui-lo em pista, já no Grande Prémio da Argentina, em 31 de março.

"O objetivo é o mesmo: terminar a corrida e, se possível, nos pontos", apontou Oliveira, lembrando que está ainda numa fase de adaptação à nova categoria, depois de se ter sagrado vice-campeão mundial em 250cc.

"Saio de casa sempre para ganhar, mas sei que neste momento não é possível", lembrou o piloto natural de Almada no evento que decorreu numa conhecida superfície comercial daquela cidade.

No entanto, se a moto continuar a evoluir favoravelmente e "se as circunstâncias o proporcionarem", o piloto gostaria de lutar por um triunfo ainda na temporada que agora teve início, aos comandos da sua KTM.

"Sabemos que perdemos nalgumas áreas como a resistência dos pneus e nas acelerações, mas ainda não sabemos como o vamos resolver", explicou o número 88, lembrando que o motociclismo "não é uma ciência exata".

Por Lusa
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