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A decisão do título de MotoGP de 2015 ficou para a última ronda da temporada, o Grande Prémio da Comunidade Valenciana...
A decisão do título de MotoGP de 2015 ficou para a última ronda da temporada, o Grande Prémio da Comunidade Valenciana, que tem lugar no próximo fim-de-semana e é ensombrado pela decisão da Federação Internacional de Motociclismo, por intermédio da sua direção de corrida, de aplicar a Valentino Rossi uma penalização que, em cúmulo, atirou o líder do Mundial de Pilotos para a última fila da grelha de partida no circuito Ricardo Tormo, domingo.
Rossi recorreu da penalização para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) - que anunciará uma decisão antes da corrida -, mas a verdadeira luta que terá de travar é consigo mesmo, em pista, pois em 66 anos de Mundial de Velocidade só em três ocasiões é que o piloto que liderava a classificação à entrada para a última prova da temporada perdeu a oportunidade de conquistar o título. Numa delas, em 2006, o protagonista foi... Rossi.
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O encerramento da temporada de 2006 foi também o Grande Prémio da Comunidade Valenciana, cuja corrida teve lugar a 29 de outubro, mas o resultado da ronda anterior, em Portugal, acabaria por ser ser determinante pois o triunfo de Toni Elías no Estoril, com apenas 0,002 segundos de vantagem sobre Rossi, significaram menos cinco pontos para o italiano... os quais chegariam para "aguentar" Nicky Hayden no segundo lugar - com os mesmos 252 pontos e em caso de empate a vantagem era dele por somar mais vitórias -, apesar da queda sofrida no circuito Ricardo Tormo, que o relegou para 13.º.
Hayden chegou a Valência pressionado pela espetacular recuperação de Rossi, que o levara à liderança do Mundial - com vantagem de oito pontos -, superada a má forma da Yamaha M1, e pela queda sofrida em Portugal, provocada pelo "rookie" Daniel Pedrosa, seu companheiro de equipa na Honda.
Rossi largou da "pole position", mas sofreu uma queda devido a um erro de pilotagem na fase inicial da corrida. Apesar de voltar à pista, o italiano não foi além do 13.º lugar, com Hayden a ser 3.º, atrás das Ducati de Troy Bayliss (1.º) e Loris Capirossi (2.º), e viu "fugir" o sexto título consecutivo na classe rainha.
É preciso recuar até 1992 para encontrar outro exemplo semelhante. Mas aqui o caso envolveu dois, e não apenas um, colossos do Mundial de Velocidade: o norte-americano Wayne Rainey (Yamaha) e o australiano Mick Doohan (Honda).
É certo que o título ficou decidido apenas na última corrida, disputada no circuito sul-africano de Kyalami, mas momento crucial da temporada sucedeu seis rondas antes, nos treinos do GP da Holanda, em Assen, quando Doohan caiu e sofreu uma dupla fratura na perna direita, a qual o obrigou a falhar os quatro GP seguintes.
Ainda muito limitado fisicamente, o australiano regressou no Brasil (circuito de Interlagos, a dois GP do final da temporada, onde não pontuou (12.º) e viu o rival norte-americano vencer e encurtar a desvantagem que tinha para apenas dois pontos. Duas semanas depois, em Kyalami, a Rainey bastou o terceiro lugar - atrás de John Kocinski (Yamaha) e Wayne Gardner (Honda) -, pois Doohan foi apenas sexto, perdendo o título por quatro pontos.
O terceiro destes casos aconteceu em 1975 e é preciso referir desde já que aqui jogou um papel determinante o facto dos pilotos terem de abdicar de resultados. Phil Read (MV Agusta), que chegou ao GP da Checoslováquia na frente da classificação, vencendo mesmo essa última corrida da temporada, viu Giacomo Agostini (Yamaha) ser coroado campeão - o italiano somou cinco triunfos contra apenas dois do britânico em toda a temporada.
Numa perspetiva geral, o título foi decidido na última corrida da temporada em 16 ocasiões - Rossi e o companheiro de equipa da Yamaha, Jorge Lorenzo, protagonizam a 17.ª no domingo, separados por sete pontos -, sendo que a última aconteceu em 2013, quando Marc Márquez bateu Lorenzo, apesar deste ter vencido a corrida disputada no circuito Ricardo Tormo, em Valência, sagrando-se campeão na tremporada de estreia na classe principal.
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