Chefe da KTM ainda não 'perdoou' Zarco pelo acidente com Miguel Oliveira

Em entrevista à 'Speedweek', Pit Beirer não esqueceu gesto do francês

• Foto: Getty Images

Depois da estreia em 2018, a KTM apontou a 2019 com expectativas renovadas, mas excetuando Pol Espargaró, que conseguiu andar de forma regular perto do top-10, a temporada que agora chegou ao final voltou a deixar a formação austríaca com uma sensação agridoce. Ainda assim, na ótica de Pit Beirer o que foi feito este ano já está para trás e a mira agora passa por melhorar tudo aquilo que os seus pilotos conseguiram esta temporada.

"Não há nada para reclamar neste momento. Na temporada de 2019 apenas tivemos o Pol Espargaró como um candidato ao top-10 por um período mais longo. Por exemplo, em Le Mans ficou a apenas 6 segundos do vencedor. Na Catalunha a 16, numa prova onde foi sétima. Depois acabou por ter a violenta queda em Barcelona, fazendo depois 11.º em Assen, a 29 segundos", começou por elencar o chefe da KTM, antes de passar para Miguel Oliveira, numa declaração na qual, segundo a 'Speedweek', deixou no ar alguma irritação ainda para com Johann Zarco - piloto francês que abandonou a equipa a meio da temporada, depois de uma série de resultados para esquecer.

"O Miguel Oliveira 'safou-nos' em Spielberg com aquele oitavo lugar. Em Inglaterra mais um top-10 teria sido possível, mas aí o Johann Zarco atirou-o ao chão. E depois disso o seu ombro direito acabou sempre por incomodá-lo", atirou o chefe da equipa austríaca, numa alusão à forma como o francês atirou o piloto luso borda fora no Grande Prémio da Grã-Bretanha. Depois disso, lembre-se, Miguel Oliveira não mais conseguiu assinar boas performances, tendo sido posteriormente operado à referida mazela.

Venha 2020!

Quanto à nova temporada, o chefe da KTM mostra-se bastante entusiasmado. "Já temos o plantel certo há alguns meses, com o Pol Espargaró, Miguel Oliveira e o Brad Binder, naquele que é um trio muito forte para a nova época. Agora recebemos o Iker Lecuona, porque vemos que ele tem muito potencial aos 19 anos. É muito bom, especialmente por aquilo que mostrou na KTM até agora. Sabemos que temos de ser consistentes na próxima época. O novo chassis deve ajudar nisso. Mesmo assim não vamos desistir do nosso ADN no que ao quadro diz respeito, pois vamos continuar a apostar no formato tubular. De resto, é importante ter em atenção que as restantes equipas do MotoGP já estão no campeonato desde 2002 ou 2003. É óbvio que têm uma configuração melhor do que a nossa no treino de sexta-feira... E com o conceito atual, os treinos são bem mais entusiasmantes do que antes, mas mesmo assim temos cada vez menos espaço para fazer testes", concluiu.

Por Fábio Lima
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