Fim de uma era? Yamaha assume que Rossi já não é o futuro da marca

Lin Jarvis admite que nipónicos já não dependem como dantes do 46

• Foto: EPA

A viver a sua pior temporada desde que entrou na classe rainha do motociclismo (soma apenas 80 pontos ao cabo de nove Grande Prémios), Valentino Rossi parece estar a acusar o peso dos seus 40 anos e as indicações da própria Yamaha não são nada positivas para o futuro do lendário piloto italiano. Sem rodeios, o diretor da marca assumiu mesmo que a Yamaha já não depende como antes do 46 e que irá continuar mesmo quando este sair.

"Com todo o respeito que temos por ele, o futuro da Yamaha no MotoGP já não passa pelo Valentino Rossi. Pode estar aqui e ser competitivo por mais um, dois ou três anos, mas o nosso nível de dependência em relação a ele já mudou. O seu legado na Yamaha já está feito. A marca irá continuar sem ele, sem o seu presidente e sem mim. Todas as empresas passam por períodos de transição e a Yamaha, que tem 70 mil empregados, não é exceção. Isso não significa que ele não seja importante. Aliás, espero que continue como embaixador da marca", declarou Lin Jarvis.

"A decisão é ambas as partes, mas deve ser ele a dizer quando não se sentir capaz de ser tão competitivo como gostaria, ou que a sua motivação já não é a mesma. Os primeiros sinais devem chegar do seu lado", acrescentou Jarvis, numa entrevista à 'Motorsport' na qual aproveitou para acalmar a euforia que se tem criado em torno do possível sucessor de 'Il Dottore', o também italiano Fabio Quartararo.

"Tem muito potencial e é jovem, mas há que ter os pés assentes na terra, porque ainda não ganhou nenhuma prova, por isso não podemos perder a perspectiva. O Fabio não é apenas capaz de pilotar sem medo, mas também sem assumir demasiados riscos", elogiou o chefe da marca nipónica.

Por Fábio Lima
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