Miguel Oliveira acredita que pode melhorar dez lugares após último teste

Português terminou com o 19.º tempo no circuito de Losail, no Qatar

• Foto: Lusa/EPA

O piloto Miguel Oliveira (KTM) acredita que ainda poderá melhorar dez lugares em corrida após o último dia de testes de pré-temporada, que decorreu esta segunda-feira no circuito de Losail, no Qatar, em que terminou com o 19.º tempo.

O piloto português admite dificuldades com o pneu mais macio da Michelin, tendo concluído o último dos três dias de ensaios com o tempo de 1.55,008 minutos, o seu melhor registo nos três dias de testes, mas a 1,150 segundos do mais rápido, o espanhol Maverick Viñales (Yamaha).

Oliveira melhorou 114 milésimos de segundo face ao tempo conseguido na qualificação para o Grande Prémio do Qatar de 2019, mas, ainda assim, longe das duas KTM da equipa oficial, a do sul-africano Brad Binder (nono, com 1.54,283 minutos) e do espanhol Pol Espargaró (14.º, com 1.54,623 minutos).

"Hoje, o dia foi, sem dúvida, muito mais positivo do que os primeiros seis dias de testes aqui no Qatar", disse o português, que evoluiu de 1.55,737 minutos no sábado para 1.55,008 hoje.

Contudo, a distância para os pilotos à sua frente em voltas de qualificação parece mais preocupante. "Não conseguimos extrair ainda o máximo do pneu macio, que parece ser uma vantagem muito grande para muitos pilotos. Em alguns casos de mais de um segundo. Nós não temos esse segundo com o pneu macio, o que nos coloca mais atrás na tabela e, por isso, não estamos contentes", sublinhou o piloto de Almada.

No entanto, Miguel Oliveira acredita que, em corrida, as coisas podem ser diferentes. "O ritmo que temos coloca-nos mais de dez lugares à frente daquilo que é a nossa realidade neste momento", apontou.

"Apesar de esta vez não termos conseguido um tempo muito rápido, o nosso ritmo é muito bom. Fizemos um bom trabalho em afinar a mota para a corrida. Já temos algumas ideias para pôr em prática daqui a duas semanas com o pneu de qualificação, que é isso que nos está a faltar", concluiu o piloto da equipa Tech3, que voltou a bater o seu colega de equipa, o espanhol Iker Lecuona.

Em dificuldades está, também, a Honda, que não consegue estabilidade para as curvas. Hoje, o espanhol Marc Márquez, campeão mundial em título, pediu mesmo emprestada a mota do japonês Takaaki Nakagami, da equipa satélite da marca nipónica, a LCR Honda.

O japonês utiliza o modelo de 2019 e a operação permitiu comparar os novos pneus Michelin e perceber se os problemas advêm das evoluções do modelo de 2020 ou apenas das novas borrachas.

Maverick Viñales e o italiano Franco Morbidelli (Yamaha) foram os únicos a baixarem do segundo 54.

O Mundial de MotoGP arranca no dia 8 de março, neste mesmo circuito de Losail, no Qatar.

Por Lusa
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