Miguel Oliveira: «Ser campeão do Mundo é um sonho para ser cumprido daqui a 3 ou 4 anos»

Para esta sua segunda temporada no MotoGP o português fixa como meta terminar no top 10

Miguel Oliveira prepara-se para cumprir a sua segunda época no MotoGP, determinado a alcançar um bom resultado final. O top 10, diz em entrevista à Eleven Sports, é um objetivo que está ao seu alcance, não só pela experiência adquirida, como pela condição física, que está a 100 por cento. O piloto da Red Bull KTM Tech3, que cumpre hoje o segundo dia de testes privados em Misano, mostra-se também muito satisfeito com a moto que terá este ano ao seu dispor. E fixa para "daqui a três ou quatro anos" o sonho de se sagrar campeão do Mundo.

"Para mim o objetivo no início desta pré-temporada passou sempre por começar a estar mais frequentemente dentro do top 10, o que é um objetivo concretizável - na minha opinião - por dois motivos: por me achar um melhor piloto que no ano passado, com mais experiência e a 100 por cento fisicamente, e pelo facto de a nossa moto ter evoluído bastante ao nível técnico. Temos tido uma evolução tremenda em todos os campos técnicos, desde o motor ao chassis e eletrónica. Portanto,  acho que os ingredientes para terminar no top 10 estão reunidos. Estou confiante que este ano a nossa moto vai permitir-nos lutar por posições muito melhores", explicou Oliveira, que na época transata foi 17.º, co 33 pontos.

O piloto não esconde o sonho de se sagrar campeão do Mundo. "Sonhar pode-se sonhar sempre, mas eu gosto primeiro de colocar os objetivos nas coisas e obviamente as coisas fazem-se passo a passo. Tenho de começar a frequentar o pódio e a ter vitórias com uma frequência maior, e aí sim, tudo somado dá um título. Estar entre aqueles três ou quatro pilotos que lutam todos os anos pelo título não é fácil. Não é fácil de lá chegar, é preciso muita coisa e é muita experiência que se ganha em corrida – boa experiência de vitórias, de lutar por pódios. E essa experiência ainda não a tenho. É um sonho quase a tornar-se objetivo – é para ser cumprido daqui a três ou quatro anos".

Mas ganhar um Campeonato do Mundo não é pêra doce: "Há vários casos de pilotos que chegaram à F1 – estou a recordar-me do Hamilton, ou o Márquez no MotoGP, que ganhou no ano de estreia. Mas são pilotos que, apesar da sua imaturidade ou da sua juventude a chegar às categorias deram-se muito bem. Mas também estavam em estruturas e em máquinas diferentes".

Miguel Oliveira sublinhou também que nem sempre é fácil delinear publicamente objetivos, já que os resultados não dependem apenas do piloto: "A nossa história é essa. No desporto motorizado às vezes fica difícil de transparecer para o público a dificuldade que nós temos às vezes em não dizermos as coisas ou não pormos as coisas de forma clara cá para fora ao nível de objetivos. Porque temos uma máquina debaixo de nós, que não é só acelerando mais que andamos mais rápido. É preciso muita coisa a acontecer por trás também".

Oliveira vai cumprir a sua segunda época entre a elite do motociclismo mundial de velocidade e admite que o deslumbramento vai passado à medida que o tempo avança. "Não quero que isto soe estranho ou que tenha algum pretensiosismo, mas julgo que à medida que nos aproximamos mais dos nossos ídolos ou de quem admiramos deixamos de ter aquele fator que nos deixa, ‘uau, está ali o Rossi, está ali o Márquez, está ali o Pedrosa’. Porque à medida que vamos chegando ao patamar deles começamos mais a olhar para eles com a mesma altura de cabeça e não tanto lá para cima onde julgamos que eles estariam em relação a nós. Mas tenho uma grande admiração por eles, obviamente".

A finalizar, Oliveira fez votos para que o Mundial visite o nosso país nos próximos tempos. "Portimão merecia ter cá o MotoGP o mais breve possível."

A época, condicionada pela pandemia, deve arrancar dia 19 de julho, em Jerez.

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