Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
Piloto português assume que, apesar da lesão, "é possível ser campeão este ano"
Seguir Autor:
Miguel Oliveira frisou, em declarações à margem da 2.ª Conferência Bola Branca, organizada pela Rádio Renascença, que ainda não há certezas quanto à data do seu regresso aos Grandes Prémios de MotoGP, assegurando que só vai voltar à competição quando estiver a 100 por cento.
"Gostava de ter a certeza da data exata do regresso. A lesão que tenho no ombro não é fixa a nível de tempo, pelo que não tenho certeza. A prioridade é voltar a 100 por cento. Se tiver de demorar mais, lá terá de ser. Não vou voltar com receio. Com a lesão que tive... Sei que quando voltar para cima da mota vou estar a 100 por cento. Há o risco normal, mas isso eu sei que tenho quando saio de casa", começou por explicar.
Relação com o futebol: "É praticamente inexistente. Tirando a Seleção, o resto diz-me pouco. Não por ser quem sou hoje, mas desde pequenino que me interesso pelas motas e pelas rodas. Nunca tive um interesse genuíno pelo futebol, mas reconheço que ainda é o desporto rei em Portugal".
Sempre quis ser piloto de MotoGP? "Queria ser piloto de motocross, mas o meu pai sempre me puxou para um lado mais seguro. Andar de motocross certamente me dava muito mais lesões do que o motociclismo. As últimas lesões não foram por culpa minha (risos)".
Título mundial de MotoGP: "Não caiu por terra, de todo. Este ano, quem pontua muito durante o fim de semana são pilotos inesperados. Quando as posições se solidificarem e houver maior previsibilidade, as coisas vão acalmar. Em 700 e tal pontos possíveis, ainda nem 100 foram alcançados. É possível ser campeão este ano. Estar aqui sentado, lesionado e a dizer isto é difícil e ainda falta um grande salto, mas acredito".
Faltou ética nos acidentes? "Não. Seria insensato abordar o tema aqui. Não teve nada a ver com isso, apenas circunstâncias de corridas que até se podem encaixar em mim. Nunca atirei ninguém ao chão, mas quantas mais corridas faço, maior a probabilidade".
Críticas aos outros pilotos: "Não ilibo no sentido de que está tudo bem e foi só um lance de corrida. É importante trazer a responsabilidade para que se respeite os adversários. Disputamos posições com máquinas que pesam 100 quilos e andam a 300 quilómetros por hora, por isso não se pode ir em frente e largar os travões. Tem de haver responsabilidade. Deposito a minha confiança nos júris de prova para penalizar quando acontecem estes atos. Há alguma falta de coerência e consistência de penalizações, isso sim".
Feito no motociclismo e se há mais talento: "Reconheço que hoje em dia a montra de exposição é muito maior do que aquela a que tive acesso, ao nível de escolher campeonatos e modalidades de iniciação. Hoje em dia não é assim tão dificil iniciar a velocidade. Na minha altura era muito elitista. Vejo muito talento, mas muita falta de vontade. Na minha altura eu queria de verdade ser piloto e abdicar de outras coisas. Dar a moeda de troca para ter as motas. Hoje em dia vejo muitos miúdos com talento a ficarem pelo caminho e muito por falta de atitude. Penso que é importante liderar pelo exemplo. Tento fazer isso nas minhas intervenções".
Oliveira Cup: "Ficou meio pelo caminho. Nós abrimos o projeto e era uma iniciação...".
Trabalho público da Federação: "A Federação foi nossa parceira nos primeiros anos, mas o 'circo' todo da Oliveira Cup era nosso, pelo que era difícil abrir para todos os que quisessem experimentar".
Igualdade: "A Federação internacional deu um passo certo ao criar um campeonato do Mundo só para mulheres. É um primeiro passo para que haja igualdade na categoria de velocidade. Têm jeito".
Filha: "Gosta mais de dança, ténis e essas coisas. Ela tem três motas, se ela quiser pegar numa ou noutra, elas estão ali. Não a vou privar, mas se não quiser, será um conforto para mim".
Futebol: "Somos um país de futebol, mas gostava de ouvir falar de futebol e do jogo e não do que acontece à volta do jogo. Fala-se de tudo, menos do que acontece no campo. Alimenta quem adora as polémicas, mas eu admiro os atletas e gostava de saber mais sobre eles, mas não consigo. O que posso fazer? Não posso ir à papelaria e rasgar as capas dos jornais e dizer que agora não veem isto. Podia seguir a trajetória de lamentar o facto de não termos apoios e as modalidades olímpicas terem, mas eu prefiro centrar-me na responsabilidade em nós. O meu pai bateu em todas as portas. Ouvimos muitos nãos e até nos perguntaram se Moto 3 era motos a três rodas (risos). Agora parece que falo de barriga cheia, mas passámos por muitas dificuldades".
Italiano da Aprilia largou da 'pole' e liderou todas as 26 voltas da corrida
Triunfo do piloto espanhol envolto em polémica
Muitas mudanças que prometem animar as próximas semanas
Piloto espanhol esteve quase 100 dias afastado, após uma queda aparatosa no Grande Prémio da Indonésia
Antigo jogador do FC Porto foi alvo de mais de 50 queixas entre 2019 e 2023
Triunfo do FC Porto confirmou matematicamente a subida ao 6º lugar do ranking
Experiente médio sérvio recorda, à 'La Gazzeta dello Sport', passagens pelo Benfica e também pelo clube da capital italiana