Valentino Rossi confessa que dorme com uma moto no quarto: «Acordo e olho para ela...»

Piloto italiano, de 42 anos, vai fazer a sua última corrida de MotoGP domingo, em Valência

Valentino Rossi vai despedir-se das pistas domingo no GP Valência - a última prova do ano - e esta sexta-feira deu uma conferência de imprensa junto das nove motos com que conquistou os seus nove títulos mundiais de MotoGP. O piloto italiano, de 42 anos, está preparado para dizer adeus às pistas.

"Esta foi uma época particular, sobretudo depois de decidir que era a última. Tentei que fosse o mais normal possível, mas não foi. Sinto uma grande emoção por ver as motos juntas, todos os pilotos... Vamos ver como será a corrida", explicou o veterano, junto das suas motos.

"Tenho todas em casa, com exceção das Honda. Tenho as Aprilia, as Yamaha. A de 2004 está no quarto, todas as manhãs, quando acordo, olho para ela... Vê-las todas juntas é uma sensação incrível. Foi muito tempo, uma grande trajetória e uma emoção."

E como será o adeus? "Desde que anunciei que esta seria a minha última época recebi muitas mensagens. Sobretudo de pilotos, atuais e já retirados. Sempre imaginei como seria esta conferência de imprensa, ainda bem que acontece em Valência. É uma sensação estranha. Tento agir com normalidade. Quando acabar a época todos estarão contentes por irem de férias, mas a partir de segunda-feira o meu estilo de vida vai mudar. Tento não pensar assim, porque continuarei a ser piloto, vou procurar desfrutar do momento. A vida muda quando deixas de ser piloto de MotoGP."

Rossi admitiu também ter alguns arrependimentos: "Lutei muito para chegar a um 10.º título, competi a um bom nível. O meu último foi em 2009, foi há uma vida. Teria ficado muito feliz se tivesse ganho o de 2015, o número 10 fechava o circulo, mas as coisas aconteceram assim e não posso queixar-me. É como se o 9 fosse maldito. Em 2020, em Jerez, consegui o meu pódio 199 e disse que ia ser o último. Queria o 200, mas fiquei por ali. Foi uma grande carreira, muitos anos a lutar pelas posições mais altas."

E as rivalidades não foram esquecidas: "A rivalidade, como em qualquer desporto, não é algo que se goste muito, mas é fantástico para dar o máximo e superar limites. E encontrar algo que não sabias que tinhas. Ao início desfrutava muito, porque ganhava mais", explicou, elegendo, depois, as rivalidades com "Biaggi, Stoner, Lorenzo e Marc Márquez" como as mais empolgantes. "Desfrutei muito com todas elas, por isso recordo todas de forma especial."


Por Record
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