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Desafio aliciante

• Foto: Reuters

Hélder Rodrigues é o grande destaque da participação portuguesa na 45ª edição do Rali Dakar, que arranca hoje com a realização do prólogo em Sea Camp (10 km), Arábia Saudita. O piloto da Can-Am, de 43 anos, regressa à prova rainha de todo-o-terreno, seis anos após a última presença, depois de 11 participações em motas, entre 2006 e 2017 – a edição de 2008 foi cancelada devido a uma ameaça terrorista –, e 10 resultados no top-10, com pódios (3º) em 2011 e 2012, sendo que em 2015 foi 12º lugar. "Tudo se conjugou para que a decisão fosse fácil. O Gonçalo [Reis] estava preparado para ser navegador, a equipa South Racing fica à beira de minha casa e há muitas corridas em Portugal para poder treinar", explicou o piloto natural de Sintra, que vai correr na categoria T3, a dos SSV, para protótipos.

Rodrigues soma também oito vitórias em etapas no Dakar e tem, conjuntamente com Rúben Faria, dois triunfos como diretor pela Honda, em 2020 e 2021. Ganhou a Taça do Mundo em 2011 e teve uma vitória na classe de 125cc nos Seis Dias Internacionais de Enduro de 2003."Estou feliz por estar de novo no Dakar. A primeira vez nas quatro rodas será grande desafio para mim, depois de tantos anos nas motos", frisou Rodrigues.

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Serão 17 os pilotos, alguns como navegadores, de origem portuguesa em prova, nas cinco categorias. Nas motos Rui Gonçalves (Sherco), Joaquim Rodrigues Jr. (Hero), António Maio (Yamaha), Mário Patrão (KTM) e o luso-germânico Sebastian Buhler (Hero) também impõe respeito à concorrência.

Nos carros, o francês Stéphane Peterhansel é recordista de vitórias (oito em automóveis e seis em motos) e maior favorito ao triunfo, carimbando a sua 35ª presença a bordo do E-Tron híbrido da Audi. O espanhol Carlos Sainz e o sueco Mattias Ekstrom completam a equipa.

Por Alexandre Reis
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