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Mítica prova começou em Lisboa em 2006 e 2007
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O regresso do rali Dakar a África é um sonho português, mas a organização já começou a renegociar o contrato com a Arábia Saudita, que termina em 2029, para manter a prova naquele país do Médio Oriente.
Em declarações à agência Lusa, o diretor do rali, o francês David Castera, confirmou a existência de negociações com o Governo local.
"O contrato atual é até 2029. Vamos terminar este contrato e depois logo vemos. Era por 10 anos. Depois temos de ver o que vamos fazer em 2030. Já encetámos conversações, pelo que poderá haver uma decisão dentro de pouco tempo", sublinhou.
Sobre a presença portuguesa no futuro mapa da prova, David Castera sorriu e atirou que "só se for para começar um Dakar", tal como já aconteceu em 2006 e 2007 (na altura, a prova denominava-se Lisboa-Dakar e disputava-se em Portugal, com duas etapas, e no continente africano).
Ora, o regresso da prova a África é uma vontade assumida por muitos, como José Rita, português que integrou o júri da Federação Internacional de Motociclismo (FIM) na 48.ª edição da prova, que hoje termina.
"Considero que o verdadeiro Dakar é em África. Eu próprio estive no projeto de levar o Dakar mais para baixo, para Angola e Moçambique, e ainda estou tentado. Espero que um dia seja feito o Dakar naquela parte de África, porque será muito interessante", disse à agência Lusa.
No entanto, sublinha que "para isso acontecer é preciso boa vontade dos próprios Governos".
"Tenho estado em contacto com o Governo angolano. Há vontade, mas tem de haver um pouco mais de vontade. Tem de haver um empenhamento maior. E a vontade da própria ASO em levar o rali para lá", frisa.
José Rita sublinha que "o Dakar tem tido ciclos". "Teve o ciclo de África, teve o ciclo da América do Sul e agora tem o ciclo da Arábia Saudita. Acho que qualquer dia pode voltar a África", diz.
O mesmo defende Joana Lemos, antiga piloto e uma das responsáveis pela organização do Lisboa-Dakar.
Em declarações à agência Lusa, diz querer "acreditar que é possível". "Do ponto de vista do desafio, é o regressar às origens. Acredito que tudo é cíclico", refere.
E se esse regresso um dia se confirmasse, Portugal poderia voltar a acolher a partida: "geograficamente, faz muito sentido", frisa.
José Rita, que já integrou a organização por cinco vezes, em África, na América do Sul e, agora, na Arábia Saudita, enaltece o potencial geográfico da Arábia Saudita mas sublinha que, dentro em breve, será preciso mudar de sítio.
"A Arábia é um país enorme e tem coisas muito diferentes, algo que não se verifica na maior parte dos países desérticos. Tem uma quantidade de paisagens muito diferentes. E permite que haja alternativas todos os anos. Mas daqui a algum tempo terá de mudar a agulha para outro sítio", conclui.
O rali Dakar realizou-se entre a Europa e o Senegal até 2007. A edição de 2008 foi cancelada devido a uma ameaça terrorista e, de 2009 a 2019, realizou-se na América do Sul.
Desde 2020 tem-se realizado na Arábia Saudita, país com o qual a organização (a cargo da ASO, a Amaury Sports Organization) tem contrato por 10 anos, até 2029.
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