Elisabete Jacinto na Africa Eco Race: Chegámos à Mauritânia

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Entre as cinco e as seis da manhã esvaziou-se o acampamento. Fomos dos últimos a partir. Mesmo à saída, a tripulação de um camião de assistência esperava por nós desolada, esperançada que tivéssemos a peça que tinha acabado de partir. Mas o nosso camião era de um modelo diferente... mais uma vez me interroguei porque razão havia partido naquele momento. Podia ter acontecido nesse mesmo sitio mas à chegada ao acampamento. Aí teriam tido um dia inteiro e duas noites para encontrar uma solução. Agora têm um problema sério em mãos pois todos temos de passar a fronteira para a Mauritânia.

As formalidades de fronteira fizeram-se de uma forma despachada. A de Marrocos está em obras, para o ano vai estar toda renovada. A grande surpresa foi encontrar, na "terra de ninguém", uma paisagem completamente limpa e uma estrada de alcatrão dirigida à Mauritânia. Mas após três quilómetros a estrada desapareceu e tivemos que ziguezaguear entre os morros e os destroços de automóveis abandonados.

A Mauritânia deu-nos as boas vindas com vento e poeira como é seu habito e, pela primeira vez, tive oportunidade de assistir à passagem do maior comboio do mundo que, desta vez, transportava apenas noventa e duas carruagens. Transporta minério de Zouerat para o porto de Nouadhibou. Ao longo da estrada à esquerda e à direita chamam-nos a atenção as inúmeras carcaças de automóveis abandonados. Carros que avariaram e que não tiveram a sorte de serem concertados. Serviram antes como forneceres de peças.

À chegada ao acampamento o nosso camião de assistência fez o seu servicinho de pronto socorro ao desatascar dois grandes camiões enterrados na areia. Enfim... estamos na Mauritânia.

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