Elisabete Jacinto na Africa Eco Race: Os longos dias do rali

Piloto portuguesa foi forçada a desistir e segue agora a prova por fora

No sul de Marrocos fazem-se muitos quilómetros numa imensa planície onde não há qualquer elemento no horizonte. Inúmeros tufos de ervas pintam a paisagem e escondem as várias pistas que se dirigem em todas as direcções. A etapa é longa mas a condução é muito fácil. A mesma sorte não têm os navegadores que passam aqui verdadeiras dificuldades. Mas essa é a parte com a qual não me preocupo pois, com o Zé, estou à vontade para acelerar à minha maneira. Contudo, hoje sigo por alcatrão atrás do camião de assistência.

Ao segundo dia já estou completamente a par da rotina. Depois do pequeno-almoço metemo-nos à estrada e fazemos quilómetros. Paramos para atestar gasóleo e fazemos quilómetros. A meio do dia estacionamos algures no deserto, abrimos as portas do camião de assistência e fazemos um piquenique rápido. Abrimos latas de conserva, partimos pão... Metemo-nos de novo à estrada e fazemos mais quilómetros. Paramos algures para esticar as pernas e ir até ao arbusto que nos permita maior privacidade (caso exista) e continuamos por mais quilómetros.

Finalmente chegamos ao acampamento já perto do fim da tarde. Agora já não se estica a lona no chão, não se tiram as ferramentas... Mete-se as mãos nos bolsos... não há nada para fazer. É um desânimo. A frustração paira entre todos. O cansaço e a saturação começam a querer ganhar força. Os sorrisos tornam-se raros.

Por Elisabete Jacinto
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