Elisabete Jacinto na Africa Eco Race: Um dia ingrato!

Acompanhe a aventura da piloto portuguesa por terras africanas

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A etapa corrida às mil maravilhas. Era constituída por aquele tipo de pistas em que gosto muito conduzir, os amortecedores funcionavam em pleno, o camião estava excelente e por isso vinha muito depressa. O Zé navegava na perfeição sem o mínimo erro ou hesitação e vínhamos a ganhar tempo. À nossa frente já só havia um camião. Sentia-me realizada. Há anos que procurava este momento de ter a capacidade de conduzir bem, rápido e andar a disputar os lugares da frente. Tinha a certeza de que, finalmente, o meu sonho estava em vias de se realizar.

A certa altura ouço um som metálico. Ninguém comentou mas pensei com os meus botões: "Já partimos!" Continuámos a andar mas em situações de curva começou a soar um barulho forte. Ficámos preocupados e decidimos parar. O Marco procurou uma peça partida mas tudo parecia normal. Pediu-me: "Anda lá para a frente e vira o volante." Estalou. A notícia não podia ser pior. "Partimos o diferencial da frente!"

Conduzimos até ao fim da etapa com tração apenas a duas rodas. Ao passar numa pequena zona de areia ficámos presos e precisamos de um puxão de outro concorrente para continuar. No acampamento procurámos desesperadamente soluções para o problema. Na realidade temos um camião de assistência carregado de peças mas, tal como acontece sempre, não temos a peça que partiu.

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