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Antes de mais espero que se encontrem todos bem, tendo em conta as condicionantes que todos nós conhecemos. Gostava de fazer, como sempre, as habituais crónicas relativas às competições, mas desta vez todo o enquadramento é diferente. O calendário do desporto automóvel está suspenso, as corridas foram todas adiadas. Aguardamos que a pandemia passe. É isso é o mais importante: a segurança das pessoas para que a vida possa retomar a normalidade e só então depois se possam abrir as portas ao desporto e à competição.
Com o intuito de tentar manter a normalidade tenho procurado manter também as rotinas, adaptadas às circunstâncias. Procuro fazer atividade física, eu e todos aqui em casa. Para mim particularmente focado em manter alguma regularidade para quando puder regressar às competições. É muito importante também para a mente. Há já mais de um mês desde que estamos em isolamento e nem sempre é fácil. Faço corrida, tenho feito exercícios que estimulem a flexibilidade, mobilidade e a coordenação. Utilizo utensílios muito práticos: uma bola, um peso para simular o movimento do volante, uma corda, elásticos. O desporto é muito importante para manter corpo e mente sãos.
Tenho pensado muito no que tem sido a carreira. Gostava de contar aqui uma história que se enquadra até no o período que estamos a viver no momento. Recordo a conquista do meu primeiro título de todo-o-terreno, em 2003. Quando cheguei à última corrida do Campeonato, o meu mais direto adversário necessitava apenas de um ponto para ser campeão nacional e eu tinha de vencer a prova. A tarefa era difícil. Estivemos o ano todo a discutir os resultados e ele já levava alguma vantagem. Fomos para a Baja Portalegre e foi aí que aprendi a máxima que nos diz que "até ao lavar dos cestos é vindima". É preciso resiliência, muito trabalho, muito foco, acreditar até ao fim. Desde essa altura que utilizo essas premissas na minha vida. É isso que temos de fazer também agora, neste momento delicado que vivemos.
Na altura demos o nosso máximo, vencemos a prova e o nosso adversário, por quem eu tenho em enorme respeito, a dupla Rui Sousa / Carlos Silva acabou por ter alguns problemas. Nós conseguimos ser campeões, conquistámos o título, o primeiro de sete no todo-o-terreno e é ainda essa premissa que me acompanha e que nos dias que correm faz tanto ou mais sentido….
Hoje começou a escola à distância, tenho três crianças em casa, não é fácil fazer toda essa gestão. Vou dar-vos também conta dessas e de outras situações ao longo das crónicas.
Espero que se protejam, trabalhem em equipa, de e para a comunidade. É importante respeitar as regras da Direção Geral de Saúde: usar as máscaras é fundamental, mantenham-se seguros e ativos.
Desejo o melhor a vocês e aos vossos. Bem hajam.
Autor: Miguel Barbosa
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