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As obras do campo público de golfe no Jamor, em Oeiras, foram retomadas, depois de a providência cautelar que suspendeu os trabalhos ter sido indeferida, disse quarta-feira à Lusa o secretário-geral da Federação Portuguesa de Golfe (FPG).
"As obras estão em andamento, mas a verdade é que houve danos materiais, pessoais e sociais que não vão poder ser repostos. E é pena que estas pessoas saiam incólumes", afirmou Miguel Franco de Sousa, referindo-se ao "grupo de pessoas que se intitulam os amigos do Jamor".
O projeto estava parado desde o verão de 2009, no seguimento de uma providência cautelar interposta por um grupo de utilizadores do Estádio Nacional, que alegava a falta de licenciamento das obras e a destruição de uma pista de corta mato.
O dirigente acentuou que "o processo do Jamor tem sido tortuoso", sublinhando que a justiça "não é uma área célere a resolver as situações que se encontram nas suas mãos", o que, neste caso, na sua opinião, "trouxe danos incalculáveis".
"Mantivemos todas as despesas, porque não quisemos despedir empregados, porque não quisemos deixar de ter o espaço minimamente tratado para as pessoas poderem lá ir. Nestes dois anos, tivemos mais de 200 mil euros de prejuízos com o facto de o campo do Jamor estar fechado. Adicionalmente, o Instituto do Desporto de Portugal (IDP), pelo facto de estar inoperacional e as obras não estarem em andamento, teve também um prejuízo de várias centenas de milhares de euros", explicou.
A construção do campo no Complexo Desportivo do Jamor estava orçada em 3 milhões de euros e deveria ter entrado em funcionamento durante o ano de 2010.