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Pedro Adrega, diretor de comunicação da Federação Internacional de Natação (FINA), é distinguido esta sexta-feira, em Fort Lauderdale (Flórida), com o prémio media do International Swimming Hall of Fame (ISHOF).
O responsável da FINA será o primeiro português a ser distinguido pelo ISHOF, uma espécie de guardião da história dos desportos aquáticos e considerado o panteão da natação mundial.
Nesta gala do ISHOF, serão também distinguidas algumas das maiores figuras da modalidade dos últimos anos, como o australiano Ian Thorpe, campeão olímpico e recordista mundial e a alemã Franziska van Almsick, campeã mundial e europeia.
Como reconhecimento ao contributo que tem dado à natação, o ISHOF atribuirá a Gold Medallion ao Príncipe Alberto do Mónaco.
"Foi uma grande surpresa para mim. O ISHOF é uma organização muito prestigiada nos desportos aquáticos e hoje vou ter a honra de estar presente numa cerimónia junto de grandes figuras da natação", considerou Pedro Adrega à agência Lusa.
Pedro Adrega começou a trabalhar para o Departamento de Comunicação da FINA em outubro de 1999, começando por colaborar em artigos para o boletim a para o site oficial.
A partir de 2008, assumiu as funções de chefe de departamento de comunicação da FINA, cargo que acumula com o de chefe de redação da revista do organismo, publicada seis vezes por ano, e responsável de conteúdos do site oficial.
Nas grandes competições internacionais organizadas pela FINA, exerce também as funções "diplomáticas" de ponte entre os jornalistas e dirigentes do organismo mundial.
"Penso que devo ser o único português a dirigir o departamento de comunicação de um organismo internacional desportivo. Penso que ter uma costela suíça também ajudou", admite Pedro Adrega, que tem a companhia de outros dois portugueses em cargos diretivos da FINA.
Paulo Frischknecht, presidente da Federação Portuguesa de Natação, é também um dos 23 membros permanentes do Conselho Executivo, responsável pelas decisões correntes da FINA, e Luís Liberato, que integra o comité de águas abertas.
Sobre a realidade nacional da natação, Pedro Adrega dá uma avaliação média: "Infelizmente, ainda não conseguimos dar o salto. Temos bons conhecimentos técnicos e bons treinadores, mas continua a faltar-nos algo".
"Talvez nos falte ainda um planeamento a mais longo prazo. Apostar em jovens com potencial para brilhar daqui a 10/12 anos. Queremos objetivos a curto prazo, mas, num desporto como a natação, isso é praticamente impossível", avalia.