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NHL em alvoroço após ato de Zdeno Chara

NHL em alvoroço após ato de Zdeno Chara

Vivem-se dias complicados no seio da Liga norte-americana de hóquei no gelo (NHL). Ainda ninguém parece ter esquecido o violento choque entre Zdeno Chara e Max Pacioretty, que deixou este último com uma concussão grave e uma fratura da quarta vértebra cervical. Apesar da violência da situação, Chara escapou sem qualquer punição, algo que tem levantado suspeitas e críticas para com a organização que tutela a liga americana.

O incidente aconteceu no eletrizante Boston Bruins-Montreal Canadiens, um dos encontros que tem sobre si uma enorme carga emocional. O jogo era uma espécie de acerto de contas entre ambas as formações, depois do escaldante 8-6 a favor da equipa de Boston a 9 de fevereiro.

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Depois do ato de Chara ter sido condenado pela maioria das equipas e jogadores, bem comentadores especializados na modalidade, levantaram-se agora suspeições de que a turma de Boston estaria a ser constantemente beneficiada. Um dos mais recentes defensores dessa tese é Jon Thornton, jogador dos San Jose Sharks.

"Há qualquer coisa em relação a Boston, parece que há algo a ajudá-los. Vimos a pancada que o Milan Lucic deu na cabeça do Dominic Moore com o stick há umas noites e não foi aplicada qualquer punição. É realmente bizarro... Parece que as decisões disciplinares estão todas do lado deles", explicou.

Quem também não gostou nada da decisão da NHL foi o próprio Max Pacioretty. "Estou chateado e revoltado por a Liga não ter achado o golpe suficiente para uma suspensão. Não é por mim, mas se outros jogadores seguirem este exemplo, muitos mais irão ficar lesionados como eu fiquei. Quando vi o vídeo do lance pela primeira vez pensei que a Liga ia fazer qualquer coisa. Não estou a falar de uma suspensão pesada... Um, dois, três jogos, no máximo. Apenas alguma coisa para mostrar que aquilo não está correto", explicou o jogador dos Canadiens.

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Polícia abre inquérito

Fora do âmbito desportivo, a polícia de Montreal abriu um inquérito ao incidente, a pedido do diretor de processos criminais e penais de Quebec, Louis Dionne. "Vai haver uma investigação policial. Como habitual, serão recolhidas provas e será feito um relatório no final. Nessa altura o diretor irá decidir se há fundamento para uma acusação", referiu Martine Berube, porta-voz de Louis Dionne, em declarações publicadas no “The Globe and Mail”.

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