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Jorge Sampaio, presidente da Comissão de Honra da candidatura de Portugal à organização da Ryder Cup em golfe, disse existir uma "certa tristeza" com a derrota do projeto da Comporta.
Momentos depois de ser conhecida a escolha do Comité Europeu da Ryder Cup, que atribuiu a organização à França, em detrimento de Portugal, Espanha, Alemanha e Holanda, o ex-Presidente da República falou de uma "candidatura bem preparada" e de oponentes fortes.
"Era uma perfeita modificação do litoral alentejano na parte respetiva, isso era muito importante para o turismo nacional, mas convenhamos que os competidores eram muito forte", disse Jorge Sampaio, em declarações à agência Lusa.
O antigo presidente da República falou também da importância de Portugal "continuar a pugnar pelo alargamento das capacidades do golfe português", lembrando que é "uma enorme fonte de rendimento para a indústria portuguesa do turismo".
Para Jorge Sampaio continua a ser importante a existência de mais campos municipais e o alargamento do número de praticantes, para que se possam romper fronteiras que têm "impedido o crescimento" da modalidade.
"Somos um destino de golfe privilegiado, conhecido à escala europeia. Em vez de termos a veleidade de baixar os braços, não nos podemos dar a esse luxo, pelo contrário, será no turismo que teremos as possibilidades", acrescentou, explicando o contributo no crescimento da economia portuguesa.
O presidente da Comissão de Honra à organização da Ryder Cup 2018 não vê nenhuma razão para que Portugal não se candidate a uma futura organização, salientando que o país continua a ser um "destino muito conhecido internacionalmente" e que é necessário que continue competitivo.
"Isso significa qualidade, investimento, capacidade de desenvolvimento e, se no momento exato isso for considerado importante, não vejo nenhuma razão para não nos candidatarmos outra vez", referiu.