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Força de campeões

Nelson Évora, medalha de ouro no triplo-salto nos Jogos Olímpicos de Pequim, transportou a tocha a representar a chama olímpica; Miguel Maia e João Brenha, dois dos melhores voleibolistas portugueses de sempre, foram os porta-bandeiras da comitiva portuguesa.

Num espetáculo de luz, cor e movimento, que simbolizou o mar, a língua e a diversidade de culturas, foram aquelas três figuras ímpares do desporto nacional que mais brilharam na cerimónia de abertura da segunda edição dos Jogos da Lusofonia, encarnando o espírito de campeões, que se espera esteja bem presente na comitiva portuguesa durante o maior evento multidesportivo realizado no nosso país.

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A comitiva portuguesa foi a última a entrar no Pavilhão Atlântico de Lisboa - a primeira foi a angolana -, num evento marcado pela beleza do hino interpretado por Kátia Guerreiro, Olavo Bilac e o Coro de Santo Amaro de Oeiras. O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, presidiu à cerimónia de abertura, e frisou que os Jogos da Lusofonia "celebram a universalidade da língua portuguesa". Este é o principal elo de ligação entre os 1.300 participantes em representação de 12 países - 8 de expressão portuguesa e 4 convidados.

Marco histórico

Antes da breve intervenção do chefe de Estado, Vicente Moura, presidente do Comité Olímpico de Portugal, sublinhou que "a competição multidesportiva constitui um marco histórico da lusofonia e do movimento olímpico". "Estes Jogos são afirmação da capacidade organizativa de Portugal e, mais importante, o laço de união que constitui a língua." O secretário de Estado do Desporto, Laurentino Dias, considerou a cerimónia "muito bem conseguida e digna das capacidades portuguesas".

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