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Os Jogos da Lusofonia acabaram com uma nota polémica lançada por Vicente Moura, presidente do Comité Olímpico de Portugal, que apontou "a falta de público" como uma das desilusões da competição organizada por Portugal, três anos depois da primeira edição ter decorrido em Macau.
João Ribeiro, diretor-executivo dos Jogos, em declarações a Record, discorda da análise feita por Vicente Moura. "Só se à frente da ‘falta de público' acrescentarmos ‘nos jogos de Portugal'. Aí poderei concordar. Em relação aos restantes jogos só poderá dizer isso quem não os viu. Quem não viu as 3.000 pessoas presentes no pavilhão de Almada para ver a final do torneio de basquetebol ou a final do voleibol de praia. Se me disserem que o que conta são os jogos de futebol e de futsal de Portugal, aí poderei concordar."
Entradas livres?
Vicente Moura sugeriu que pudesse haver bilhetes a "preços mais acessíveis" e até "entradas livres", para aumentar as assistências, no que é contrariado por João Ribeiro. "Termos entradas pagas elevou o nível de exigência da organização, e diga-se que a bilheteira nunca foi um objetivo para nós, porque é preciso referir que uma percentagem revertia a favor da UNICEF, como constava dos bilhetes. Em Portugal, existe a tendência para a desculpabilização, quando as coisas são de borla. Só pelo Cabo Verde-Angola, em basquetebol, estes Jogos da Lusofonia valeram a pena", concluiu.
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