Doyle Brunson: «Já estaria morto se não fosse o poker»

"TEXAS DOLLY" REVELA O SEGREDO DA SUA LONGEVIDADE

Doyle Brunson: «Já estaria morto se não fosse o poker»
Doyle Brunson: «Já estaria morto se não fosse o poker»

Doyle Brunson é um nome que se confunde com a história do poker. Natural de Longworth, nos confins do Texas, Brunson é aquilo que se pode chamar uma "lenda viva" do poker. Aos 76 anos, "Texas Dolly" continua a não dispensar um entrada num bom torneio.

Vencedor de dez braceletes, Doyle Brunson revela o segredo de uma longevidade que o faz continuar a sentir-se um jovem. "Acredito que provavelmente já estaria morto se não fosse o poker", considera o veterano que não dispensa autênticas maratonas de jogo quando está na sua casa de Las Vegas.

Doyle Brunson assistiu ao "boom" deste jogo, numa posição privilegiada pela sua longa experiência, um fator que lhe confere alguma autoridade quando aponta a existência de "demasiados torneios".

"Há muitos torneios. Em todas as semanas há sempre um a acontecer. Acredito que um torneio deve ser uma ocasião especial. Algo que seja especial para as pessoas e não apenas aquele' torneio semanal'. Podiam realizar apenas um número mais reduzido, mas de grandes torneios. Mas eu sou suspeito porque adoro os 'cash-game' e os torneios são-lhes prejudiciais", considera "Texas Dolly".

Nas palavras de Brunson facilmente de denota um carinho inegável pelo poker. Uma paixão que não foi afetada pela expansão deste desporto às casas de jogo online.

"A essência do jogo não mudou. Continuam a ser os adversários a ditar a forma como jogamos. Perdeu-se uma certa agressividade e o que é preciso é adaptarmos a nossa forma de jogar, consoante o ambiente em que estamos. Há muito tempo que já o fiz", revela Brunson.

Por isso, Doyle Brunson continua a sentar-se à mesa. "O poker dá-me energia. Citando um velho ditado, 'é uma pena que o meu espírito juvenil esteja encarcerado neste corpo mortal que não deixa de envelhecer'. Realmente, só no ano passado me apercebi que estou a ficar velho", afirma o divertido texano.

"Este jogo produz adrenalina e faz com que o sangue continue a correr-me nas veias. É o poker que mantem a minha mente disperta", considera o homem que fez a sua estreia nas WSOP há quase quatro décadas. Agora, a disputar a bracelete no Reino Unido, "Texas Dolly" revela-se surpreendido pelo elevado número de participantes neste evento.

"Nada fazia prever isto. O fundador das WSOP, Benny Binion, disse-me um dia, talvez na parte final da década de 70, que, no futuro, poderíamos vir a ter 100 pessoas num torneio. Agora temos cerca de 8500! Pelos vistos, ninguém sabia nem niguém sabe até onde poderá ir este jogo", considera.

O homem que um dia disse que "no poker como na vida , nunca podes colocar um homem fora até sair a última carta", anuncia que lutará por uma bracelete seja onde for e quando tiver de ser. Pelo que, sentado no seu tipo de mesa favorito, sempre vai avisando: "Estarei aqui até que tenham de me enterrar."

 

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