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"No futuro próximo, o desafio é estabilizar um desporto que é uma novidade para a nossa sociedade. Isso será um trabalho duro", diz Nuno Coelho, da Team PokerStars Pro...
Depois de ter anunciado a intenção de reforçar a sua aposta nos circuitos ao vivo, a PokerStars não tardou a apresentar a novidades que tinha em carteira.
O recente lançamento das Portugal Poker Series, que arranca com a primeira etapa já em abril, em Vilamoura, confirma a tal e aposta e serviu de motivo para juntar João Nunes e Nuno Coelho, dois dos três membros da Team PokerStars Pro Portugal, que aceitaram o repto de se entrevistarem um ao outro.
João Nunes quis saber junto de Nuno Coelho se a advocacia pode influenciar o seu estilo de jogo, trazendo à conversa o "boom" do poker em Portugal e a problemática da legislação.
Entrevista de "jomané" a "zumy"
João Nunes - Como advogado, achas que tens vantagem quando tentas persuadir os teus adversários com o teu discurso nas mesas?
Nuno Coelho - Sim, claro. Como podes imaginar, falar bem é essencial para ter sucesso na minha profissão. Como costumo dizer, tenho dois trabalhos. Sou advogado durante a semana e profissional de poker aos fins-de-semana. Não é uma tarefa fácil ser profissional de poker e esquecer o meu trabalho diário. Como tal, tento tirar vantagem das minhas capacidades como advogado e como profissional de poker e utilizá-las sempre que posso. É o que tento fazer quando falo nas mesas: levar os adversários a desistir de mãos melhores por via da minha capacidade argumentativa.
JN - A presença do poker nos media está a crescer por via da publicidade, de artigos em jornais e na televisão. Como vês isto?
NC - Não há dúvida de que a cobertura mediática é muito importante. A excelente cobertura ajuda a ensinar mais pessoas sobre um jogo que alguns ainda pensam não passar de sorte ou azar. Ajuda a trazer novos jogadores para o jogo, que são atraídos pelos enormes prémios anunciados. Acho que esta presença nos media é muito importante, mas ao mesmo tempo tem de haver alguma precaução na forma como é promovido, pois o poker não é tão fácil como às vezes pode parecer.
JN - Achas que o poker em Portugal continua a crescer ou já estabilizou?
NC - O poker no nosso país continua a crescer mas acho que o "boom" já passou. No futuro próximo, o desafio é estabilizar um desporto que é uma novidade para a nossa sociedade. Isso será um trabalho duro. Temos de explicar que há uma forte componente estratégica no poker e não tenho dúvidas de que os media têm um importante e proeminente papel nesta tarefa.
JN - Achas que o nosso mercado tem capacidade para se aguentar, agora que, como dizes, o "boom" passou?
NC - Na verdade, não sei. Há muita oferta neste momento e não acredito que o nosso mercado a possa aguentar. Penso que, num futuro próximo, os organizadores de torneios têm de se adaptar e perceber que não precisamos de tantos torneios. Precisamos de eventos mais apelativos com prémios garantidos e melhores estruturas de jogo. Essa será a forma de assegurar o futuro deste desporto. Se a situação continuar como está, acredito que levará a uma redução do número de jogadores ao vivo.
JN - Tens seguido os processos de regulamentação do jogo online em toda a Europa? Em Itália e França os residentes só podem jogar em salas com adversários do mesmo país e em Espanha a lei que está a ser discutida rejeita esta mesma linha.
NC - Sigo as notícias mas não sei como resultará se o tentarem implementar no nosso país, pois não tenho qualquer conhecimento em relação a essa regulamentação. Mas se o jogo em Portugal fosse regulado como em Itália e França, seria a morte do poker online uma vez que somos um país pequeno e não há volume suficiente com o atual número de jogadores. O mais certo seria esta medida levar os poucos profissionais existentes a procurar outros países para viver e jogar. Espero que o que está a ser discutido em Espanha possa ser tomado como exemplo noutros países da União Europeia, mas tudo depende dos legisladores. Vamos esperar para ver, mas seria importante que os jogadores de poker portugueses pudessem ter uma palavra a dizer neste processo.
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