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A imagem do surf que passa através dos media generalistas normalmente surge associada a competições ou a fait-divers, como ondas gigantescas ou ataques de tubarões. No entanto, todas essas realidades passam muito longe daquilo que motiva o surfista comum. A dicotomia surf-competição vs. surf livre alcança uma dimensão quase inédita no mundo do desporto. É impensável um adepto de futebol afirmar que gosta de jogar mas não gosta de ver jogos ou que não tem um clube de sua predileção. No surf, é muito comum encontrar gente que nunca viu um campeonato nem tem nenhum interesse nisso ou nas grandes estrelas geradas pela máquina.
Uma razão para esse facto é que, na sua mais profunda essência, o surf não possui uma natureza competitiva. Na trilogia homem-prancha-onda, o objetivo é a harmonia dos elementos e não a supremacia de um sobre o outro. Não há um campo delimitado e fixo, metas absolutas (o mais rápido, o mais alto, o mais longe) ou sequer um percurso obrigatório e balizado. Para tornar o surf em algo mensurável, que permitisse a contabilização de pontos e o apuramento de vencedores e perdedores, teve que se moldar uma atividade meramente performativa a um conjunto de regras às quais os puristas torcem o nariz.
Isso deu origem a uma classe de profissionais de surf pagos exclusivamente para tirar fotografias e aparecer em filmes, sem obrigação alguma de competir, embora tenham nível para integrar esta elite aqui presente em Peniche. O Rip Curl Pro Search, com o secretismo sobre a localização das suas provas, que muda a cada ano, é já uma consequência direta de tentar fundir essas duas vertentes deste desporto que teima em não sê-lo por completo.
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