Presidente da FPR considera Super Cup europeia de râguebi uma "grande oportunidade"

Carlos Amado da Silva considera ainda a criação de uma segunda franquia portuguesa

• Foto: Pedro Simões

A Super Cup de râguebi, nova competição europeia de clubes e franquias, anunciada esta quarta-feira pela Rugby Europe, é "uma grande oportunidade para os clubes e jogadores" portugueses, disse o presidente da Federação Portuguesa de Râguebi (FPR).

Em declarações à agência Lusa, Carlos Amado da Silva explicou que a equipa dos Lusitanos XV será composta exclusivamente por "jogadores elegíveis para a seleção" portuguesa e revelou "conversações" entre a FPR e os clubes nacionais, que terão de ceder os seus jogadores para o projeto.

"Temos de perceber que há aqui uma grande possibilidade de os jogadores evoluírem, mas tem de haver condescendência dos clubes para ceder os jogadores. A nossa ideia é ter uma equipa que depende da FPR, mas cujos jogadores joguem também nos clubes", adiantou o líder federativo.

Trata-se, portanto, de um projeto que tem um "objetivo de semiprofissionalização" dos jogadores, que serão subsidiados pela FPR para jogarem na franquia Lusitanos XV, mas serão também cedidos aos seus clubes de origem sempre que isso for possível.

Nesse sentido, "os clubes vão ter de perceber" a necessidade de efetuar alterações nas estruturas competitivas e que "se calhar os campeonatos nacionais não podem ser tão grandes".

Consciente de que o início da competição "é mais complicado" para angariar apoios, Amado da Silva acredita, no entanto, que "dentro de dois anos" a Rugby Europe Super Cup "possa ser rentável para as franquias" e aponta mesmo à criação de uma segunda equipa portuguesa para disputar a competição.

"Estou a colocar a hipótese de haver uma franquia só de jogadores do Norte e Centro, onde poderão jogar profissionais. Nós optamos por utilizar exclusivamente elegíveis para a seleção, mas pode haver uma franquia também com profissionais estrangeiros, de clubes que se queiram organizar com o nosso patrocínio", preconizou.

A criação de uma segunda franquia portuguesa, nesses moldes, seria "importante" para dar "mais interesse" à competição, mas a FPR "nunca irá abdicar de ter uma franquia só com jogadores elegíveis para a seleção", garantiu o presidente.

Os Lusitanos XV serão orientados pelos treinadores portugueses da equipa técnica nacional, comandada pelo francês Patrice Lagisquet, que coordenará os trabalhos da equipa, mas sem intervenção presencial nos treinos e nos jogos.

Os "primeiros dois jogos" em casa deverão ser disputados em Lisboa, adiantou Amado da Silva, deixando em aberto a hipótese de levar os Lusitanos XV também a outras regiões do país no primeiro ano de competição.

A Super Cup é uma nova competição europeia de clubes organizada pela Rugby Europe, destinada a clubes e franquias dos países emergentes da modalidade.

Os Lusitanos XV vão disputar a Conferência Oeste, frente aos belgas Diabos de Bruxelas, aos holandeses Delta e aos espanhóis Ibéricos de Castela e Leão, equipas de franquia criadas em cada um dos países participantes.

A Conferência Este será disputada pelas franquias georgiana Black Lion e israelita Tel-aviv Heat, além do campeão e vice-campeão da Rússia, o Enisey STM e o Lokomotiv Penza, respetivamente.

Os seis jogos da fase de conferência serão jogados entre 18 de setembro e 12 de dezembro, apurando os dois primeiros classificados para as meias-finais, disputadas a uma mão, que terão lugar durante o mês de abril de 2022, no campo do vencedor de cada conferência.

A final terá lugar em maio de 2002, em data e local a designar pela Rugby Europe.

Em aberto está a possibilidade de o vencedor da Super Cup conquistar uma vaga na Challenge Cup da European Professional Club Rugby (EPCR), competição equivalente à Liga Europa do futebol, segundo o diretor-executivo da Rugby Europe, Florent Marty.

Por Lusa
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