Sally Fitzgibbons isolou-se na praia de infância para poder surfar

Australiana mantém o foco nos treinos mesmo com o circuito mundial parado

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• Foto: Direitos Reservados

Sally Fitzgibbons é uma das eternas candidatas ao título mundial, sendo igualmente uma das surfistas mais antigas do WWT. Em busca de um título que sempre lhe escapou, a surfista australiana decidiu refugiar-se do coronavírus na terra que a via crescer, onde há uma pequena praia isolada, que lhe permite continuar com a sua rotina de treinos e… surf.

Falamos de Gerroa, uma pequena localidade que fica a 130 km a sul de Sydney. Assim que se iniciou a quarentena, Sally decidiu ir para a casa que lá tem, que está equipada com o essencial para manter-se em forma e onde a rede de telemóvel é quase uma miragem, o que denota bem a forma isolada como tem vivido.

Como na Austrália nem todas as praias foram fechadas ao público, a surfista garante que tem surfado de forma consciente, até porque na praia local diz não ver praticamente ninguém. Dessa forma, tem conseguido treinar sozinha. "Quero ser super respeitadora para aqueles que estão em confinamento, mas sou abençoada por ter crescido neste local", frisou.

"Tenho tudo o que preciso aqui, embora precise de ser autossuficiente. Tenho um ginásio na garagem, tenho uma piscina onde faço a recuperação e também tenho um par de ondas que ainda são acessíveis. Sinto que por aqui ainda é seguro sair à rua e andar livremente, porque não se vê ninguém. No entanto, faço-o de forma consciente", assegurou Sally em entrevista ao site "The Australian".

Se tudo tivesse a decorrer normalmente, por esta altura estaríamos a ter a etapa de Bells Beach, que não se irá realizar pela primeira vez desde 1971. Resta saber quando irá a temporada começar e se irá começar. "Na primeira semana em que não houve provas, estava um pouco sem perceber como era possível isto estar a acontecer. Depois, aceitei a ideia de que estamos todos no mesmo barco".

"Já levo 15 anos de Tour e sinto-me um pouco ansiosa por não saber o que vem a seguir. Não dá para perceber. A única coisa que podemos fazer é esperar e ser pacientes. Continua a treinar pela simples razão de querer evoluir. Esta situação aqui dá-me tempo e espaço para treinar. Sem as viagens a atrapalhar. Estou a treinar como se fosse novamente uma criança, simplesmente porque estou a divertir-me a fazê-lo", confessou.    

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