Surf proibido em França até junho leva a críticas por parte de Jeremy Flores

Histórico surfista do WCT pede compreensão ao governo francês

• Foto: Action Images

Jeremy Flores veio este fim-de-semana a público criticar a atual situação em França, onde o surf vai continuar a ser proibido até junho. O top mundial acha injusto que tal aconteça e apela ao governo francês para intervir. Jeremy comparou ainda a atual situação que se vive com o coronavírus com a proibição do surf na sua ilha natal, a Reunião, onde devido à presença de tubarões e constantes ataques mortais, não se pode surfar… há 7 anos.

"Agora, imaginem o surf ser proibido há 7 anos na Reunião. Para os surfistas da Reunião esta questão não se conta em semana, mas, sim, em anos. É importante mencionar isso. Especialmente, nestes tempos difíceis onde o surf não é permitido em muitos lugares do Mundo devido ao Covid-19", começou por escrever Flores num longo post publicado nas redes sociais.

O duas vezes Pipe Masters apela ao bom senso de todos na gestão desta situação. "Obviamente que temos de ter cuidado com o vírus, porque ele ainda está por aí. Os meus pensamentos estão com todas as vítimas e profissionais de saúde que lutam diariamente para salvar vidas. No entanto, penso que proibir o surf é errado de várias formas", defendeu.

"França anunciou o fim do confinamento para 11 de Maio. Todos os desportos individuais vão ser permitidos, exceto os que se fazem no oceano, pois as praias só vão ser reabertas em Junho. O surf é um desporto individual em constante relação com a natureza. É saudável! Por isso, espero que o governo francês reconsidere esta decisão, apoiando o conceito de praia dinâmica para que os surfistas franceses possam, todos, ter acesso ao oceano, respeitando as instruções sanitárias", comentou Jeremy.

Atualmente a viver no Taiti, onde o surf já começou a ser permitido na semana passada, sendo os surfistas recebidos por um swell bem tubular, Flores diz-se um felizardo por viver numa ilha com uma situação mais favorável. "Hoje surfei por todos aqueles que estão proibidos de saltar para o oceano. Temos de lutar pelo que é correto", frisou.

Por João Vasco Nunes
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