Estrela de Wimbledon sub-18 na final do Bom Sucesso

A georgiana Mariam Bolkvadze tenta amanhã, Domingo, conquistar o seu primeiro título internacional de categoria W25, ou seja, de 25 mil dólares em prémios monetários (pouco mais de 23 mil euros), uma semana depois de só ter falhado esse objetivo no 1.º Óbidos Ladies Open. 

A jogadora de apenas 21 anos, que proclama preferir jogar em terra batida, parece, contudo, adaptar-se bem ao piso de relva sintética da academia de ténis do Bom Sucesso Resort e neste Sábado averbou o seu oitavo encontro ganho nos últimos nove que disputou em Portugal nas duas últimas semanas. 

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Num duelo das meias-finais do 2.º Óbidos Ladies Open entre duas jogadoras da Geórgia, Mariam Bolkvadze, a quinta cabeça de série, 268.ª no ranking mundial, derrotou Sofia Shapatava, a 446.ª da lista WTA, por 6-2 e 6-2, em apenas 71 minutos. 

Fora do court Bolkvadze parece ser um pouco tímida e tenta passar despercebida, mas no campo tem um ténis feroz, de fortes pancadas ao fundo do court, uma esquerda mais chapada, uma direita com mais top-spin, e um serviço decente em qualquer piso. 

«Há algum tempo que não ganho um torneio», disse a Record, depois de perder na final da semana passada, em dois sets, frente à mais cotada Maryna Zanevska, uma belga de origem ucraniana que, entretanto, viu-se forçada a desistir nos quartos de final desta semana por sentir dores no braço direito. 

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Com efeito, Bolkvadze venceu o seu quarto e último título em torneios do circuito da Federação Internacional de Ténis em 2017, num evento de 15 mil dólares no Cairo. Antes disso, em 2016 e 2015 arrebatara troféus de três torneios de 10 mil dólares, quando tinha apenas 17 anos. 

Alguns árbitros internacionais portugueses tinham-nos dito que a georgiana fora uma boa jogadora no circuito de sub-18 e ela confirmou-nos, embora «tenha jogado muito poucos torneios internacionais nesse escalão etário, apenas três». 

«Acontece – acrescentou – que fui finalista de pares em Wimbledon, em 2016, e é por isso que as pessoas têm essa ideia de que fui uma boa júnior». 

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É, no mínimo, curioso que, preferindo a terra batida, tenha sido em relva que competiu nos sub-18 e com bons resultados. 

Nesse ano de 2016 – o tal em que foi finalista de pares no torneio do Grand Slam de Londres – começou por vencer três encontros no Nike Junior International Roehampton, onde passou o qualifying e perdeu na segunda ronda, para depois, em Wimbledon, superar de novo a qualificação e só tombar nos oitavos de final, frente à norte-americana Sofia Kenin, que chegou a ser n.º2 mundial de sub-18 e agora já é a 36.ª no circuito WTA. 

Na final do 2.º Óbidos Ladies Open, marcada para as 11h00, Mariam Bolkvadze defronta a espanhola Nuria Parrizas-Diaz, a 321.ª tenista mundial, que nas meias-finais eliminou a sua compatriota Eva Guerrero-Alvarez, a oitava cabeça de série e 318.ª na hierarquia internacional, por 6-2 e 6-3. 

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A georgiana não poderá considerar que parte favorita, pois a espanhola também gosta dos campos de relva sintética do Bom Sucesso Resort, onde, em 2017, conquistou um dos títulos mais importantes da sua carreira, então de 15 mil dólares, numa das etapas da série Óbidos Ladies Open em março. 

Dois anos depois, esse Óbidos Ladies Open ainda é o 14.º e último troféu de singulares da bem-sucedida carreira de Nuria Parrizas-Diaz, de 27 anos. 

Por Hugo Ribeiro
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