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A 16 de Março de 1925, as reuniões efectuadas nas instalações do Automóvel Clube de Portugal durante 1924 tiveram finalmente um desfecho.
Era fundada a Federação Portuguesa de Ténis (FPT). A Assembleia Geral dos Delegados dos Clubes de Ténis procedia à eleição dos primeiros corpos gerentes. Neste processo, é imprescindível não esquecer António Gomes da Silva, Carlos Vilar, Afonso Vilar, Plácido Duro e Álvaro Costa, que lideraram os trabalhos iniciais.
A FPT está, portanto, hoje de parabéns. Faz 75 anos e prepara-se para mudar, no sábado, de presidente. Pedro Coelho, presidente da Comissão de Gestão da FPT e da Associação de Ténis de Lisboa, é o único candidato.
Paulo Andrade, eleito em Abril de 1997, demitiu-se por desentendimentos com as associações regionais, não completando o mandato de quatro anos.
Quando em 1997 disputou as eleições com Marques da Silva, na altura presidente, Paulo Marques prometeu ganhar a "batalha da eficácia", baseando-se numa "organização leve, pronta para dar uma resposta rápida às inúmeras solicitações". Menos de três anos depois, e apesar de ser considerada uma das melhores Direcções (há uma comparação com a de Cordeiro dos Santos, no início dos anos 80), a tentativa de retirar poder às associações para dar aos clubes, valeu-lhe um ataque das associações e levou à apresentação da demissão.
Pedro Coelho, insatisfeito, por Portugal "não ter 15 ou 16 jogadores de alto nível", promete apostar na formação, para "daqui a quinze anos não nos estarmos a queixar de falta de competitividade". Será o 13º presidente da FPT, entidade que congrega 13 associações, representando os distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Lisboa, Porto, Setúbal, Vila Real e Viseu, as províncias de Algarve e Alto Alentejo e as regiões autónomas da Madeira e Açores. A primeira associação regional foi criada, em Lisboa, a 24 de Outubro de 1980.
Os números das últimas décadas deixam bons indicativos, mas para que o interesse pela modalidade não esmorecesse houve fases em que foi necessário recorrer a vedetas estrangeiras para participarem nos Campeonatos Internacionais de Portugal: Marcel Bernard (vencedor em 1932), Henri Cochet, Yvon Petra (ganha em 1945), Manuel Santana (triunfa em 1961, 1965 e 1969), Manuel Orantes, François Jauffret (vencedor em 1968 e 1970), Nicola Pietrangeli e Edison Mandarino (ganha em 1966 e na última edição da prova em 1973).
Os esforços têm sido evidentes. 1999 permitiu a manutenção no Grupo 1 da Taça Davis, as subidas de divisão nos Campeonatos da Europa, e elevar o nível organizativo dos Campeonatos Nacionais, mas o futuro elenco directivo tem uma tarefa importante pela frente: preparar o futuro, em diálogo com as associações.
OS PRESIDENTES
1925 Guilherme Pinto Basto
1934 Rodrigo Castro Pereira
1941 António Ferro
1946 André Navarro
1950 Rodrigo Castro Pereira
1952 Joaquim de Serra e Moura
1962 José Herédia
1976 Manuel Cordeiro dos Santos
1981 Armando Rocha
1985 Alexandre Vaz Pinto
1989 José Castro Rocha
1991 Manuel Cordeiro dos Santos
1993 Manuel Marques da Silva
1997 Paulo Andrade
SANDRA SIMÕES