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O catalão já deitou para trás das costas a má época de 1999 e já sonha com o título na quarta prova do Grand Slam, o que garantia a presença em Lisboa. O triunfo na Taça Davis é também um dos objectivos para este ano
AO CONQUISTAR o quarto título em 2000, Alex Corretja regressou em pleno ao restrito lote de candidatos aos triunfos nas provas do Grand Slam. Um triunfo sobre Andre Agassi numa final em piso rápido abriu-lhe as portas para uma possível vitória no Open dos EUA, que tem início marcado para a próxima segunda-feira.
”Este é um dos melhores momentos da minha carreira. Bater Andre Agassi, aqui, em Washington, é uma sensação tremenda”, reconheceu Corretja. O espanhol pensava certamente na época passada, em que os resultados (influenciados por uma virose a meio do ano) ficaram muito aquém do desejado e, principalmente, do que prometera em 1998, quando terminou a época no terceiro lugar da hierarquia mundial, consequência de uma final em Roland Garros e quatro triunfos, um deles, inesperado, no Masters de Hannover.
Este resultado provou que o ténis de Corretja também se pode impor em pisos rápidos. Mas para aspirar aos títulos maiores, o tenista de Barcelona teve de trabalhar muito, de modo a aumentar a agressividade do seu jogo.
”Estou a sentir-me muito bem fisicamente, a mexer-me bem e tudo acaba por resultar. Se jogar ao nível do que joguei hoje tenho uma hipótese no US Open”, sublinhou Corretja.
A chave da final foi a maior eficácia do serviço do espanhol que lhe permitiu ser agressivo durante os 72 minutos que durou a final. ”O meu segundo serviço foi profundo e na resposta soube aproveitar a velocidade que a bola traz”, explicou Corretja.
Este ano, ninguém fez melhor que Corretja em termos de torneios conquistados. Mas o catalão reparte a proeza com Gustavo Kuerten, que também alcançou a quarta vitória no domingo, e Lleyton Hewitt. Daí ser legítima a ambição do espanhol em obter um bom resultado nos ”courts” de Flushing Meadow.
BATALHA ÉPICA COM SAMPRAS
O melhor resultado do espanhol no Grand Slam norte-americano foi obtido em 1996 quando chegou aos quartos-de-final, onde disputou com Pete Sampras uma batalha épica.
Foram quatro horas de grande emoção num encontro que entrou pela noite dentro e em que Corretja chegou a dispor de um ”match-point” perante um Sampras esgotado. Os milhares de espectadores que assistiram, ao vivo ou pela televisão, nunca mais se irão esquecer do espectáculo proporcionado pelos dois atletas bem como a espantosa recuperação efectuada por Sampras.
O desgaste do norte-americano foi tal que no final do encontro teve que receber uma injecção intravenosa para repor os fluídos perdidos. Dias depois, Sampras erguia o troféu de campeão do Open dos EUA. Corretja aprendeu a lição mas a ambição cresceu. Sob a orientação de Javier Duarte e com o apoio incondicional do preparador físico, Patrick Feijula, Corretja ”arregaçou as mangas” e não parou de progredir. Em 1998, ganhou o primeiro título em piso rápido, em Indianápolis, e um mês depois conquistava o primeiro torneio em piso coberto, superfície onde, antes dessa semana, nunca tinha vencido qualquer encontro.
A confiança subiu ao máximo e, em Novembro, Corretja surpreendeu tudo e todos triunfando no Masters do ATP Tour, depois de uma final emocionante com o compatriota Carlos Moya – vingando a derrota sofrida, em Maio, na final de Roland Garros.
A longa época tinha sido exigente fisicamente e foi impossível a Corretja iniciar a época em bom plano. Os problemas começaram a aparecer e a abalar a confiança. Depois veio a virose que lhe afectou o sistema imunológico e impediu-o de efectuar uma época consistente.
O ano 2000 viu um Corretja renovado, física e mentalmente. A condição física tinha voltado e a ambição também.
Beneficiada foi também a selecção espanhola da Taça Davis. O tenista de Barcelona transformou-se naturalmente no líder da ”armada” que finalmente pode aspirar à conquista da ”saladeira” que só puderam ver de perto, em 1965 quando Santana e ”sus” amigos atingiram a final mas foram batidos pela Austrália.
Em Dezembro, a Barcelona natal de Corretja será palco da final com a mesma Austrália. Com Corretja em grande plano e uma esperança já transformada em certeza que é Juan Carlos Ferrero, todos os sonhos são permitidos à Espanha, que desde os anos 90 pensa em vencer a maior prova tenística por equipas.
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