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Ex-n.º 1 ATP espera que a operação lhe tire as dores
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Andy Murray, antigo número 1 mundial e melhor tenista da história da Grã-Bretanha – país onde nasceu a modalidade – submeteu-se a uma nova operação na anca direita e não sabe se alguma vez poderá voltar a pisar um court de ténis de forma competitiva.
Aos 31 anos, o escocês quer garantir que deixa de ter dores ao fazer movimentos e rotinas básicas no seu dia a dia, sendo que para isso colocou uma espécie de anca metálica, que vai demorar algumas semanas — possivelmente meses — até ficar totalmente adaptada ao corpo.
"Espero que isto signifique o fim das dores na anca. Agora tenho uma anca de metal", escreveu Murray no Instagram, sem fazer qualquer referência à possibilidade de a sua carreira continuar, depois de ter anunciado no Open da Austrália que o encontro da primeira ronda diante de Roberto Bautista Agut podia ter sido o último... da sua vida.
Regresso ao tour improvável
Ian Holloway, um dos mais relevantes médicos especialistas em ortopedia, ouvido pelo jornal britânico ‘Daily Mail’, revelou que Murray dificilmente poderá voltar a jogar ténis profissionalmente. "Este tipo de operações, se bem recuperadas, possibilitam habitualmente que os pacientes possam depois praticar desporto de forma casual, como golfe ou ténis, mas nunca profissional. Ele poderá ser treinador de ténis sem grandes problemas, mas jogador nunca. O que interessa é o bem-estar..."
Ao optar por ser já operado, Andy ‘comprometeu’ quaisquer aspirações de terminar a carreira na edição deste ano de Wimbledon e qualquer tentativa de regresso em 2019 é improvável. Murray pode tentar voltar em 2020, mas apenas para tentar terminar a carreira já que, segundo os especialistas, este tipo de cirurgia dificilmente possibilita um regresso a tempo inteiro. A época de relva do próximo ano pode ser uma boa meta para fechar a carreira de forma competitiva.
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