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Guillermo Pérez Roldán viu um arrepiante vídeo que está a ser partilhado nas redes sociais que lhe trouxe más memórias
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O vídeo que alguns tenistas e ex-tenistas têm vindo a partilhar nas redes sociais nos últimos dias, onde se vê um pai a agredir violentamente a filha num campo durante um treino, tem levado muitos jogadores a avisar que estas situações acontecem com frequência nos courts um pouco por todo o Mundo. Guillermo Pérez Roldán, que chegou a número 13 do ranking mundial em 1988, já tinha admitido sofrer este tipo de violência por parte do pai, que era também seu treinador, e voltou a falar do assunto.
"A miúda nem levanta a mão para se defender", refere Guillermo, de 53 anos, no canal 'América TV', depois de ver o vídeo. "Isto não é a primeira vez que acontece porque ela tem as mãos para baixo, isto é habitual. Nós que vivemos estas coisas sabemos que ficamos paralizados, não se pode reagir. Eles têm o comando."
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O antigo jogador já tinha admitido num documentário ter sido vítima de maus tratos por parte do pai durante a sua carreira de tenista. "Quando fiz o documentário disse na altura que isto não ia parar se não se criasse uma lei. É uma luta que quero continuar a ter, não é algo que me tenha ocorrido do nada. Ver isto mata-me", contou Guillermo Pérez Roldán ao diário desportivo argentino 'Olé'.
"O que se vê ali é gravíssimo, é o mesmo que acontecia comigo. Só que no meu caso o meu pai cerrava os dentes e batia-me até eu desmaiar. Houve muitas coisas que nunca contei, porque a mensagem depois perde-se. A mensagem é que temos de parar com isto. É difícil construir uma vida com um exemplo tão mau. Luto para que estas atrocidades não voltem a acontecer", sublinhou.
Soco na boca com um punho fechado
Em 2020 Guillermo Pérez Roldán tinha contado numa entrevista ao jornal 'La Nación' o que sofrera às mãos do pai. "Preferia ter tido um pior treinador de ténis e um pai melhor, apenas isso. Ou que ele tivesse sido um grande treinador de ténis e eu um bom advogado", admitiu então.
"Sofri abusos físicos. Se vos contasse as piores partes, como perder um jogo, entrar num quarto e levar um soco na boca com o punho fechado... Ou pôr-me a cabeça na banheira, bater-me com cintos em cima da cama. Tudo o que ganhava no ténis no dia seguinte desaparecia. Ele e a minha mãe tiravam-se o dinheiro das contas", denunciou Guillermo Pérez Roldán, há dois anos.
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