Francisco Rocha cede nas meias-finais de pares em Vila Real de Santo António

Max Basing, antigo jogador da Rafa Nadal Academy, decide o título com Adrià Soriano Barrera, ex-Universidade de Miami

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Francisco Rocha (a servir) nas meias-finais de pares
Francisco Rocha (a servir) nas meias-finais de pares • Foto: Nuno Martins

O português Francisco Rocha foi este sábado eliminado nas meias-finais do torneio de pares do 7.º Open Internacional de Ténis de Vila Real de Santo António e repetiu o resultado alcançado no ano passado neste torneio algarvio do ITF World Tennis Tour, o circuito profissional da Federação Internacional de Ténis.

Francisco Rocha emparceirou com o espanhol Rafael Izquierdo Luque, com quem constituía a 1.ª dupla cabeça de série, mas perderam nas meias-finais com o par dos neerlandeses 3.º pré-designados, Brian Bozemoj e Stijn Pel, por 7-5, 4-6 e 10/8. Rocha e Izquierdo tinham afastado hoje, nos quartos de final, os portugueses Hugo Maia e Guilherme Valdoleiros por 4-6, 6-3 e 10/4, num duelo iniciado ontem e adiado para hoje por falta de luz natural.

Com a eliminação do torneio de pares do vice-campeão nacional absoluto, o 7.º Open Internacional de Ténis de Vila Real de Santo António fica sem representação nacional e as duas finais de amanhã serão disputadas por estrangeiros. É apenas a segunda vez na história deste torneio da categoria M25, de 30 mil dólares em prémios monetários, que não há qualquer português nas finais, repetindo o 1.º Open, em 2023. Desde então, havia sempre, pelo menos, um tenista nacional na final de singulares ou de pares.

As finais disputam-se amanhã (Domingo), primeiro a de pares, nunca antes das 12h00, entre as equipas de Lui Maxted e Finn Murgett (Grã-Bretanha/cs2) e de Brian Bozemoj e Stijn Pel (Países Baixos/cs3). Depois, nunca antes das 14h00, será a final de singulares, entre Max Basing (Grã-Betanha/cs4) e Adrià Soriano Barrera (Colômbia/cs6). Entretanto, amanhã dá-se início ao 8.º Open, com a primeira ronda da fase de qualificação de singulares.

Nas meias-finais de singulares de hoje, num dia muito ventoso, mas finalmente soalheiro e sem chuva, Adrià Soriano Barrera impôs-se ao 3.º cabeça de série, o belga Gauthier Onclin (o carrasco de Gastão Elias), por 7-6 (8/6) e 6-2, em 2h15, num confronto entre jogadores que já foram convocados para as seleções da Taça Davis dos respetivos países.

Foi a primeira vez que o colombiano conseguiu vencer o belga, um adversário com quem nem sequer tinha logrado ganhar um set. Soriano Barrera procura amanhã, aos 26 anos, um 8.º título de carreira em torneios a contar para o ranking mundial do ATP Tour.

Depois, num confronto geracional, entre compatriotas, britânicos e ingleses, que nunca se tinham defrontado antes, Max Basing, de 23 anos, o 4.º cabeça de série, eliminou o 2.º cabeça de série, o esquerdino Liam Broady (o algoz de João Domingues), por 6-4 e 6-2, em 1h43. Basing persegue amanhã um 7.º título internacional de uma carreira ainda muito jovem.

Um confronto de contrastes. Broady é um valor seguro do ténis britânico, um antigo n.º2 mundial de sub-18, escalão em que foi finalista de Wimbledon e do US Open; que já representou o seu país na Taça Davis e que tem 24 finais internacionais no seu currículo (13 títulos). Já Basing é uma aposta da Lawn Tennis Association para o futuro do ténis britânico. Trabalha no Centro Nacional de Treino de Roehampton, depois de ter passado pela Rafa Nadal Tennis Academy (dos 14 aos 18 anos) e pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Deixou Stanford em 2025 e esta será a sua primeira época completa como profissional.

É, aliás, curioso, que os dois finalistas de singulares tenham passado pelo circuito universitário norte-americano, uma vez que Adrià Soriano Barrera também representou a Universidade de Miami, ele que é filho de um espanhol e de uma colombiana, representa a Colômbia na Taça Davis desde 2023, mas reside e treina em Barcelona. O ‘College’ está a dar cada vez mais campeões ao ténis profissional e no último Open da Austrália – o primeiro torneio do Grand Slam do ano – foi notícia o facto de o quadro principal masculino ter contado com 25 jogadores (entre 128) que passaram por equipas universitárias nos Estados Unidos.

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