Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
Recém-chegado do Open da Austrália, tenista português assume-se preparado para ir o mais longe possível no Indoor Oeiras Open
Seguir Autor:
Recém-chegado do Open da Austrália, onde foi travado na segunda ronda do qualifying, Henrique Rocha assume-se preparado para jogar sem o calor antípoda e ir o mais longe possível no Indoor Oeiras Open, ATP Challenger 100 promovido pela Federação Portuguesa de Ténis no Complexo de Ténis do Jamor, onde o sol de inverno acalenta as esperanças de um campeão da casa. O portuense, de 21 anos, é quinto favorito e assume-me apto.
“Consigo adaptar-me bem. O facto de ser jovem ajuda e nunca sofro muito com o jet lag. Hoje é o meu terceiro dia em Portugal e já estou bem. Já estaria impecável se tivesse que jogar hoje”, reconhece o jogador número três nacional, 158.º do ranking mundial. “As condições são diferentes, a nível tenístico. E é um bocadinho nisso que estou a trabalhar. Estou a tentar fazer ajustes para estar pronto e ao melhor nível possível”, acrescentou Rocha que terá pela frente o suíço campeão do Indoor Oeiras Open II de 2024, Leandro Riedi, que é 180.º da ATP.
“Conheço-o bem o Leandro, gosta muito de jogar nos campos indoor e já foi campeão aqui. Mas sinto-me, cada vez mais, um jogador mais completo e acho que me adapto muito bem a cada superfície. Tenho vindo a trabalhar nisso, olhando para esta primeira ronda e todos os outros encontros, como se fossem finais”, referiu Henrique Rocha, detentor de dois títulos de nível challenger – Múrcia (2024) e Matsuyama (2025) -, que superou o helvético no ATP Challenger de Praga, há dois anos, na única vez em que estiveram frente a frente oficialmente.
Descrevendo o Grand Slam inaugural da temporada como “incrível”, o portuense enaltece a hospitalidade australiana. “Recebem-nos muito bem. Quando sentimos esta disponibilidade das pessoas que trabalham lá, torna-se tudo mais fácil e nós estamos felizes. Por isso, é que lhe chamam o Happy Slam. Gosto imenso de jogar aquele torneio e o meu nível que apresento acaba por ser muito bom. Ainda não consegui passar ao quadro principal, mas acho que brevemente vou consegui-lo. O ano passado, estive mais perto, porque cheguei à última ronda do qualifying, mas este ano também foram pequenos detalhes que o impediram. Somando tudo, vou melhorando sempre”, resumiu Henrique Rocha que tem outra memória quente do Melbourne Park. “Houve um dia em que a sensação térmica era de 46 graus! E eu estive a treinar às três da tarde. Estava cá um fresquinho..., não é normal em lado nenhum. Pronto, fica essa história, foi um bom ensinamento”, contou, entre risos.
Para Rocha o Happy Slam já terminou, mas continua a desejar momentos felizes para Nuno Borges, Jaime Faria e Francisco Cabral, os compatriotas ainda em competição do outro lado do globo. “Todos estão num bom caminho. O Nuno vai ter uma primeira ronda complicada [Felix Auger-Aliassime, sétimo do ranking], o Jaime [está na segunda ronda vindo do qualifying] também tinha uma primeira ronda complicada, mas ultrapassou, espero que para o Nuno seja igual. Se calhar com outras perspetivas, diria que o Cabral está a ir num caminho incrível, a subir cada vez mais nos pares. Fico muito contente por ele e, quem sabe, consiga fazer coisas incríveis e passar os feitos alcançados pelo João Sousa, que foi semifinalista. Espero que superem todos os feitos já alcançados”, desejou Henrique Rocha.
Com esse capítulo, para já encerrado, é um mais “consistente” Henrique Rocha a reconhecer que, não obstante “ser muito bom estar nos Grand Slam, estar perto dos melhores e ver como treinam”, a sua “realidade são os ATP Challengers”, como este que vai disputar no Jamor. “É aqui que tenho de evoluir e ganhar mais partidas. Por isso, é preciso aproveitar estas duas oportunidades de Challengers e tentar fazer o melhor possível”, rematou o jogador, que integra a equipa de treino do Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Ténis, mais confiante no “serviço e nas subidas à rede” para fechar pontos. “Tudo isto junto vai ajudar-me a ser um tenista com mais nível!” Nestas semanas, espera mostrá-lo.
Relacionada
Francisco Rocha, Tiago Cação, João Domingues e João Dinis Silva foram travados na ronda inaugural do qualifying
Recém-chegado do Open da Austrália, tenista português assume-se preparado para ir o mais longe possível no Indoor Oeiras Open
Norte-americana de 45 anos cedeu na primeira ronda em Melbourne
Tenista português segue para a 2.ª ronda depois de ter batido o belga Alexander Blockx
Rumores e confirmações nos principais campeonatos
Rumores e confirmações nos principais campeonatos
Viktor Onopko destacou-se pelo Real Oviedo na década de 90
Antigos internacionais portugueses tomaram posse esta quinta-feira