Inês Murta de gala noturna passa aos oitavos-de-final e espera por Kaia Kanepi

Angogerman Oeste Ladies Open

• Foto: Joana Dantas

Maria Inês Fonte e Francisca Jorge tiveram oportunidades de avançar no quadro principal, mas acabou por ser apenas a terceira e última jogadora portuguesa a estrear-se, Inês Murta, a conseguir apurar-se para os oitavos-de-finald o Angogerman Oeste Ladies Open, que a Capital Events está a organizar no Complexo Municipal de Ténis das Caldas da Rainha.

Inês Murta, de 22 anos, a mais experiente das três portuguesas, lutou com unhas e dentes para somar uma das vitórias mais importantes da carreira, num dos eventos mais relevantes que disputou, por distribuir 60 mil dólares em prémios monetários.

Apesar de, tal como as compatriotas, estar a jogar pela primeira vez um torneio destacategoria, a internacional lusa da Fed Cupjá tinha feito outras paragens no circuito mundial (disputou a fase de qualificação do Portugal Open de 2014) e, em campo, frente a Olga Parres Azcoitia, fez valer dessa experiência para superar vários altos e baixos no marcador e vencer, por 6-4, 2-6 e 6-4 ao fim de 2h18. "É um gostinho especial passar à segunda ronda de um torneio de 60 mil dólares", disse.

Quatro anos mais velha, a espanhola conta com um recheado currículo sobretudo na variante de pares (já tem impressionantes 31 títulos, dois dos quais ao lado de Francisca Jorge, com quem está a jogar esta semana) e não acusou tanto a pressão da ocasião, mas também não conseguiu fazer dessas experiências uma vantagem.

Num duelo que começou de dia e terminou de noite, em jeito de gala tenística noturna, ainda com bastante público a apoiá-la,Inês Murta quebrou por quatro vezes o serviço da espanhola no primeiro parcial e depois de um segundo set em que não lhe conseguiu criar dificuldades no serviço — e em que se começou a precipitar para as linhas, o que resultou num aumento dos erros não forçados — voltou à carga. Das sete oportunidades criadas na partida decisiva, aproveitou três e foram suficientes para sair do court com muitas razões para sorrir.
 
"Já estava à espera de um encontro disputado pois da última vez que tínhamos jogado eu já tinha ganho o primeiro set e ela depois recuperou. Estava por isso preparada para a reação dela mas acho que poderia ter mantido o meu nível que apresentei no primeiro set e perdi-me um bocadinho", admitiu a jogadora que esteve lesionada num tornozelo na semana passada. "Se fosse um torneio de 15 mil dólares talvez não tivesse jogado, mas queria muito jogar este torneio e estou feliz pela decisão que tomei", acrescentou.
 
E se a parceira de pares de Francisca Jorge era uma adversária conhecida de Inês Murta, que hoje a derrotou pela segunda vez este ano, empatando o mano-a-mano com duas vitórias para cada lado. Já a opositora nos oitavos-de-final será uma novidade pois nunca se defrontaram.
 
A próxima adversária será um desafio ainda maior para a algarvia que treina em Lisboa, uma vez que trata-se de Kaia Kanepi, a estónia primeira cabeça-de-série, antiga 15.ª do ranking mundial (actual 115.ª), que conta no currículo com vários títulos WTA, incluindo o Estoril Open em 2012, para além de seis presenças em quartos-de-final de torneios do Grand Slam. "Estou ansiosa, no bom sentido, entusiasmada porque vai ser um bom desafio", sublinhou a portuguesa.
 
Na verdade, a jornada até podia ter servido de palco à primeira vitória portuguesa horas antes, Francisca Jorge (521.ª) começou bem o seu encontro, mas uma reviravolta acabou por trair a tricampeã nacional. Depois de uma entrada autoritária, em que soube aproveitar a clara apatia de Karin Kennel (620.ª), para ganhar vantagem rapidamente, a tenista de Guimarães, de 19 anos, deixou de ser tão assertiva do fundo do court e perdeu o ascendente psicológico.
 
Por sua vez, a suíça soube recuperar a concentração, passou a colocar mais bolas dentro das linhas e trabalhou a confiança para trabalhar a reviravolta (esteve a perder por 2-4 no segundo set), que consumou com os parciais de 1-6, 6-4 e 6-2 ao fim de 1h45 de luta.
 
Na reflexão ao encontro, Francisca Jorge lamentou a quebra de rendimento quando a adversária reagiu.
"Comecei muito bem, tinha um plano de jogo e estava a conseguir cumpri-lo mas depois ela entrou mais no jogo, tornou-se equilibrado e quando no segundo set fez o 3-3 senti que não soube lidar com a situação. Fui-me abaixo, passei a ir um bocadinho atrás do resultado em vez de me manter no jogo e baixei o nível. Não me devia ter afetado como afetou. Senti que estava a jogar muito bem e quase tinha o jogo na mão, por isso estou um bocadinho frustrada".
 
Quarta-feira venceram também Viktoriya Tomova, Katharina Hobgarski, Laura Pigossi, Amandine Hesse, Jessika Pomchet, Ylena In-Albon, Pemra Ozgen, Sarah Beth Grey e Georgina Garcia-Perez. Há ainda cinco cabeças-de-série em prova, duas qualifyers, e duas wild cards.
 

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