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Português fez história ao chegar aos oitavos de final no Open da Austrália
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Nuno Borges chegou esta quarta-feira ao final da tarde a Lisboa, depois de uma viagem de quase 24 horas desde Melbourne, com escala no Dubai, e à sua espera tinha um aparato mediático ao qual não estava habituado. No aeroporto, entre dentes, quem passava questionava os jornalistas sobre quem seria o reforço que estava prestes a chegar para as equipas de futebol de Benfica ou Sporting. Mas nada disso, era o melhor tenista português que havia acabado de regressar aquela que é para já a melhor prestação da sua carreira, o facto de ter chegado pela primeira vez aos oitavos de final de um Grand Slam.
"É um torneio que muda a minha perspetiva em Grand Slams. Um marco muito especial para mim e que vou lembrar-me para sempre. É um resultado que me ajuda para o resto do ano ", confessou o maiato de 26 anos, antes de admitir que o próximo foco é garantir a presença em Paris’2024. "Acabo de concretizar o objetivo do top 50. Outro é poder participar nos Jogos Olímpicos. Oportunidade incrível e estou mais focado. Isto foi tão de repente que neste momento não tenho objetivos de ranking além deste."
A qualificação olímpica ficará fechada através do ranking ATP na segunda-feira após o torneio de Roland Garros, no início de junho, e Borges está nesta altura muito perto de garantir essa vaga, quer em singulares, quer provavelmente em pares ao lado de Francisco Cabral.
A Paris, chegará... no seu auge. "Esta é a idade em que os jogadores atingem o pico e estão com a capacidade ao máximo. Eu comecei a minha carreira mais tarde por isso é normal que os meus resultados também apareçam mais tarde. Isto é tudo muito novo e ainda me intimida um pouco. Ainda me pesa no peito o som dos estádios cheios. Mas agora percebi que quando estou a jogar bem posso bater-me com os melhores."
Melhorar sim, mudar não
Nuno Borges assegura que não mudará substancialmente a sua forma de jogar e assume querer continuar a melhor, também motivado pelos elogios de grandes campeões.
"Eu sei como jogo ténis. Não vou mudar a forma como jogo. Apenas fazer tudo um pouco melhor. Mais rápido. Mais forte. O elogios do Medvedev motivam-me muito, dá-me confiança e faz-me querer mais isto. Competir com os melhores, nos grandes palcos", sublinhou o tenista português que, recorde-se, cedeu nos oitavos de final diante do russo, nº3 do ranking mundial
Foi o primeiro luso a chegar tão longe no primeiro dos quatro Grand Slams da temporada. *
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