Portugal quer mudar história diante de uma estrela do futuro

Uma das curiosidades da eliminatória é o facto de ambos os capitães, Stefan Koubek, pela Áustria, e Nuno Marques, de Portugal, terem participado, enquanto jogadores, no último confronto entre as duas

Portugal quer mudar história diante de uma estrela do futuro
Portugal quer mudar história diante de uma estrela do futuro

Portugal vai regressar em 2016 ao Grupo 1 da Zona Europa/África da Taça Davis com o objetivo de não ficar por aí. A histórica subida ao Grupo Mundial, que seria inédita para o ténis português, é objetivo assumido por Nuno Marques, selecionador nacional, e Vasco Costa, presidente da Federação Portuguesa de Ténis, que deverão ter seguido com muita atenção o sorteio da competição, na última quarta-feira.

Em Santiago do Chile, as bolas da sorte ditaram que a seleção portuguesa vai medir forças em casa com a congénere austríaca, entre 4 e 6 de março e em caso de triunfo volta a jogar em casa de 15 a 17 de julho, mas com a Ucrânia, garantida na segunda ronda após receber um bye na primeira eliminatória.

Uma coisa está garantida: Portugal não vai ter de sair de casa para garantir o acesso ao playoffs do Grupo Mundial, agendados para setembro, no fim-de-semana logo após o US Open 2016. Recorde-se que a seleção nacional só disputou os playoffs por uma vez, em 1994, e acabou derrotada de forma clara em casa, no Porto, pela Croácia, então liderada por Goran Ivanisevic.

Afinal, o que vale a Áustria?

Pela frente, já em março, Portugal tem uma das boas seleções europeias. A Áustria, apenas sete lugares à frente da equipa nacional no ranking (28.º para 35.º) venceu os três confrontos anteriores a formação lusa e quer manter esse pleno com a ajuda de Dominic Thiem, número 21 mundial, que as 22 anos é uma das promessas confirmadas do circuito masculino.

Naquela que é a sua segunda época completa de circuito ATP, Thiem leva já uns impressionantes três títulos em 2015: Nice, Kitzbuhel e Umag, neste último superando (de forma clara) João Sousa na final. Todos os troféus do austríaco foram conquistados em terra batida, a sua superfície favorita, o que pode complicar a vida da Federação Portuguesa de Ténis na hora de escolher o piso.

É que Andreas Haider Maurer (atual número 61 ATP e número dois austríaco) também prefere jogar em terra, e Jurgen Melzer, veterano ex-top-10, chegou às meias-finais de Roland Garros em 2009, batendo Novak Djokovic pelo caminho.

A juntar a tudo isso, a Áustria conta ainda com vários especialistas de pares no seu elenco para possível escolha: Alexander Peya (25.º), Jurgen Melzer (43.º), Julian Knowle (51.º), Philipp Oswald (56.º) e Olivier Marach (57.º) estão todos no top-60 da variante.

Uma das curiosidades da eliminatória é o facto de ambos os capitães, Stefan Koubek, pela Áustria, e Nuno Marques, de Portugal, terem participado, enquanto jogadores, no último confronto entre as duas seleções: os dois protagonizaram até o primeiro encontro de singulares, com o austríaco a vencer facilmente.

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