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Tenista foi deportado depois de ter entrado no país sem estar vacinado contra a covid-19
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A Federação Australiana de Ténis, organizadora do Open da Austrália, expressou esta terça-feira "lamento profundo" pelo impacto no torneio do processo que conduziu à deportação do sérvio Novak Djokovic, líder do ranking mundial, por razões político-sanitárias.
"Como representantes da família do ténis, reconhecemos que os eventos [relacionados com a deportação de Djokovic] constituíram uma distração significativa para todos e lamentamos profundamente o impacto que teve em todos os jogadores", indicou o organizador do primeiro 'Grand Slam' de 2022, em comunicado.
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O organismo federativo observou que vai "passar em revista todos os aspetos da preparação" do torneio e "retirar lições" para a organização de edições futuras, manifestando vontade de "voltar a atrair as atenções dos adeptos" para o que sucede dentro dos 'courts'.
Djokovic, de 34 anos, foi deportado no domingo da Austrália, na sequência de uma decisão judicial que confirmou o cancelamento do visto de entrada do tenista sérvio no país, ficando impedido de defender o título em Melbourne, numa prova que começou na segunda-feira.
O número um mundial tinha recorrido à justiça australiana, mas três juízes do Tribunal Federal confirmaram uma decisão tomada na sexta-feira pelo ministro da Imigração, de cancelar o visto do sérvio, que não está vacinado contra a covid-19, alegando motivos de interesse público.
Uma ordem de deportação inclui também, geralmente, uma proibição de três anos de entrar no país.
"Estou extremamente desapontado com a decisão do tribunal de indeferir o meu pedido de revisão judicial da decisão do ministro de cancelar o meu visto, o que significa que não posso ficar na Austrália e participar no Open", lamentou, no domingo, o número um mundial.
O ministro cancelou o visto alegando que a presença de Djokovic no país pode constituir um risco para a saúde e "ser contraproducente para os esforços de vacinação de outros na Austrália".
Djokovic chegou a Melbourne a 05 de janeiro, com uma isenção médica que lhe permitiria jogar no Open da Austrália sem estar vacinado contra a covid-19, mas o visto foi, inicialmente, cancelado pelas autoridades alfandegárias.
O sérvio, vencedor por nove vezes do 'major' australiano (2008, 2011, 2012, 2013, 2015, 2016, 2019, 2020 e 2021), ficou detido até uma decisão judicial ordenar a sua libertação, mas o governo australiano voltou a cancelar o visto.
Djokovic, que pretendia atingir o recorde de 21 títulos em torneios de 'Grand Slam', caso ganhasse o Open da Austrália, admitiu também durante semana passada ter prestado falsas declarações à entrada na Austrália.
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