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O selecionador nacional de voleibol Hugo Silva afirmou que só com "entrega máxima", "inspiração" e "a jogar no limite" é que será possível vencer os Países Baixos, nos oitavos de final do Europeu'2021, em Gdansk.
"Temos que procurar que toda a gente se entregue ao máximo, que a equipa se possa inspirar e que as coisas saiam na perfeição, porque vai ser um jogo onde vai ser preciso que todos estejam no seu limite", disse à agência Lusa o técnico.
Para o treinador português, que sente a equipa "tranquila", após ter concretizado o desafio inédito previamente traçado de passar a fase de grupos, este "é um momento em que não há nada a perder e, agora, é jogo a jogo".
Hugo Silva definiu a seleção dos Países Baixos, que venceu o grupo C, à frente da vice-campeã olímpica Rússia e da Turquia, segunda, como um adversário "alto, forte fisicamente e que tem um jogador que faz a diferença, Nimir Abdel-Aziz".
Daí que a estratégia da seleção portuguesa para o jogo de domingo frente aos Países Baixos, referente aos oitavos de final do Europeu'2021, na Arena Gdansk, passe por, de acordo com Hugo Silva, "tentar parar Nimir, o que não é nada fácil". "É um jogador que tanto bate uma bola que é bem recebida, como uma que é mais ou menos recebida, ou outra que é muito mal recebida. É um atleta de eleição e, talvez, um dos melhores opostos do mundo e o segredo vai passar por aí", garantiu.
E, para além de tentar travar Nimir, a seleção lusa vai ainda procurar fazer a diferença no jogo através do seu característico "espírito de grupo, coletivo forte e entreajuda", que, de alguma forma, possa impulsionar a superação.
"A entreajuda foi o que nos marcou em muitos momentos positivos e algumas conquistas que fomos tendo nos últimos anos", considerou Hugo Silva, referindo-se à capacidade dos jogadores mais experientes e evoluídos ajudarem todos os outros.
"Nós temos muitas limitações, mas se os jogadores que têm menos conseguirem ajudar os que têm mais, a equipa torna-se equilibrada e muito difícil de ser batida", explicou.
O capitão da seleção portuguesa, Alexandre Ferreira considera os Países Baixos uma equipa "bastante difícil", que "depende muito de um jogador só, o oposto [Nimir Abdel-Aziz]", mas que está ao alcance. "Nos últimos anos debatemo-nos muitas vezes com a Holanda e é um jogo que encaixa bem no nosso. Não é uma Rússia, nem uma Polónia. Estamos prontos e vamos conseguir bater de igual para igual com eles, sem receios", adiantou o capitão.
O líbero Ivo Casas, com uma pequena infeção numa perna na sequência de uma picada de mosquito, que levou a um tratamento à base de antibióticos, anti-inflamatórios e anti-histamínicos, é o único jogador com algumas limitações.
Os oitavos de final do Europeu'2021 decorrem este fim de semana em Ostrava, na República Checa, e em Gdansk, na Polónia, depois de uma primeira fase repartida por quatro países: Polónia (grupo A), República Checa (B), Finlândia (C) e Estónia (D).