Nuno Soares: «O limite é o céu»

A Ac. Espinho está a mostrar afinal que é possível fazer um bom Campeonato Nacional praticamente só com jogadores portugueses. A equipa orientada por Nuno Soares é a sensação da época, ocupando o quinto lugar, estando à frente de formações como o Castelo da Maia e o Marítimo, conjunto onde militam muitos estrangeiros. Os maiatos lideram neste aspecto, com oito, já os insulares têm quatro.

Ao contrário, a equipa da Costa Verde só apresenta um jogador estrangeiro, o brasileiro Fabrício Barros, tendo já conseguido bater o Benfica e o Castelo da Maia. As águias, tal como os maiatos, têm também no plantel oito estrangeiros, estando longe até de fazerem o campeonato desejado.

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“O objectivo delineado já está cumprido, que é ficar entre os oito primeiros. Agora o limite é o Céu. As palavras não são minhas, foram ditas no balneário e quem sou eu para dizer o contrário”, refere Nuno Soares, que lidera a equipa técnica da Ac. Espinho pelo terceiro ano consecutivo, reconhecendo ser esta “a melhor temporada”.

E o técnico refere até que já era tempo de a equipa ser tratada de outra forma. “É inaceitável que há mais de três épocas que o clube não é contemplado com a transmissão televisiva.”

Aposta-se pouco

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Para o técnico, o bom campeonato da equipa deve-se ao bom plantel, mas também “a pequenas coisas”, que passam “pela quantidade e qualidade do trabalho que todos produzem, desde os jogadores, técnicos, dirigentes, corpo clínicos e outros”. Depois, acrescenta Nuno Soares, “criou-se uma grande empatia com os adeptos e simpatizantes”.

O bom plantel é, pois, composto por 11 portugueses e apenas um estrangeiro. “Em Portugal há bons jogadores, mas poucos”, reconhece o técnico, para quem no entanto se aposta pouco na mão-de-obra nacional. “Muitos dos jogadores não têm tempo de se mostrar, principalmente os mais novos. Não lhes é dado o devido tempo”, sublinha o treinador da Ac. Espinho.

O técnico refere que não se pode dizer que o plantel seja profissional, já que os jogadores não auferem grandes ordenados. “Há três ou quatro deles que fazem do voleibol a sua actividade principal, que a complementam com outras, como os estudos. Só o José Fontes e o Fabrício se dedicam quase em exclusivo ao voleibol, porque também não conseguem arranjar outra actividade.”

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Formação

Nuno Soares é da opinião que o problema do voleibol português é de fundo. “A formação nos clubes é cada vez menos. Não se investe porque a formação não é uma mais-valia. Há total descrédito do movimento associativo.”

O técnico sublinha também que o pouco interesse do Campeonato Nacional se deve à falta de promoção, mas também à fuga de patrocinadores. “Quem vai investir numa prova que dura apenas 5 ou 6 meses?”

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