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Cumpre-se agora uma década desde a sua estreia internacional, mas a ideia de deixar a Seleção órfã de um dos melhores líberos da sua história, não passa pela cabeça de Carlos Teixeira, que, aos 34 ano
Cumpre-se agora uma década desde a sua estreia internacional, mas a ideia de deixar a Seleção órfã de um dos melhores líberos da sua história, não passa pela cabeça de Carlos Teixeira, que, aos 34 anos, continua a vestir as quinas como se fosse a primeira vez, rejeitando o exemplo de outros nomes conceituados do voleibol lusitano.
“À medida que o tempo passa, a família da Seleção vai crescendo e, nós, os mais experientes, falando uns com os outros e concluímos que o facto de ainda cá andarmos tem muito a ver com o gozo que nos dá representar a Seleção e o país”, explica Teixeira, acrescentando que “a possibilidade de estar junto” dos seus companheiros é outro aliciante que o faz recusar liminarmente a ideia de abandonar. “Esta aventura já dura há muitos anos e nós temos cada vez mais gosto em fazer parte dela”.
Inveja. O líbero dos franceses do Poitiers, emblema com quem tem contrato até 2012, aplaude o aparecimento de novos talentos e tira o chapéu ao trabalho de formação, não escondendo porém a mágoa por ter aparecido fora de tempo: “Os jovens de hoje chegam aqui mais preparados. Trazem uma bagagem que nós, os mais experientes, não trazíamos. Vêm de um centro de formação, em Resende, que não existia no nosso tempo e já trazem hábitos de profissional”, considera o jogador, lembrando as diferenças entre o trabalho promovido entre gerações tão distintas. “Nós fomos descobrindo o profissionalismo aos poucos, não sabíamos sequer o que era um treino bi-diário. Agora, eles chegam aqui com 17-18 anos e vêm preparados para se integrarem nas rotinas da Seleção. Às vezes dá-me inveja... Olho para eles e penso como teria sido se tivesse tido a mesma oportunidade”, conclui Teixeira, duas vezes campeão luso por Castêlo da Maia (2001) e Benfica (2004).
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